Tatuadora indígena de 106 anos é capa da Vogue

Aos 106 anos, uma tatuadora indígena é a estrela da capa da edição de beleza da Vogue Filipinas.
Publicado por em Estilo dia
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Aos 106 anos de idade, “Apo Wang Od“, uma tatuadora das Filipinas, fez história ao se tornar a mulher mais velha a aparecer na capa da revista de moda mais famosa do mundo, ela é a estrela da edição de abril da Vogue Filipinas.

Na capa da edição de beleza de abril de 2023 da Vogue Filipinas está Apo Whang-Od, uma tatuadora de 106 anos e uma das últimas praticantes do batok, uma antiga técnica de tatuagem indígena. Para os membros de sua tribo, o batok é muito mais do que uma prática estética, é espiritual e simboliza sua identidade e parentesco.

Além disso, é uma forma de transmitir histórias e conhecimentos passados por seus antepassados. Acredita-se que as tatuagens na pele de Apo e de seus clientes os protejam de espíritos malignos e os acompanhem na vida após a morte, enquanto os bens materiais não.

Ela é a estrela da edição de abril da Vogue Filipinas, que destaca sua habilidade em praticar a técnica ancestral de tatuagem conhecida como batok.
Ela é a estrela da edição de abril da Vogue Filipinas, que destaca sua habilidade em praticar a técnica ancestral de tatuagem conhecida como batok.

Além de ser a tatuadora viva mais velha a praticar o batok, Apo Whang-Od é também a pessoa mais velha a ser apresentada em qualquer capa da Vogue. Além disso, ela é uma das poucas membros de uma comunidade indígena a aparecer na capa da Vogue. Em maio de 2021, Quannah Chasinghorse estrelou a capa da Vogue México, enquanto em maio de 2022, a edição de moda da Vogue Austrália apresentou quatro mulheres indígenas na capa.

Na foto da capa da Vogue Filipinas, Apo Whang-Od é vista sentada com graça, vestindo os símbolos de sua tribo, os Kalinga. Desde a adolescência, Apo tem usado ferramentas delicadas e precisas para tatuar a pele, pintando as histórias dos Kalinga em seu corpo por toda a vida.

“Um ajudante adquire um gisi não usado, uma vara de bambu com um espinho preso a uma ponta”, diz a reportagem explicando o processo da tatuagem. “Segurando o gisi com tinta na mão esquerda, ela usa um bastão maior para golpeá-lo com a mão direita, cravando-o mais de cem vezes por minuto na carne”.

Apo aprendeu a arte de tatuar as mãos com seu pai quando ainda era adolescente e vem aperfeiçoando suas habilidades desde então. Atualmente, ela vive no vilarejo de Buscalan, situado em uma região montanhosa a cerca de 15 horas de distância da capital, Manila.
Apo aprendeu a arte de tatuar as mãos com seu pai quando ainda era adolescente e vem aperfeiçoando suas habilidades desde então. Atualmente, ela vive no vilarejo de Buscalan, situado em uma região montanhosa a cerca de 15 horas de distância da capital, Manila.

*Com informações da Vogue, CNN, Observador e UOL.

Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.