Cidade do interior paulista busca reconhecimento como capital do Mel

Localizada no interior do Estado de São Paulo, a tranquila cidade de Boa Esperança do Sul, com seus pouco mais de 12 mil habitantes, está buscando o merecido reconhecimento como a capital do Mel. No último ano, a cidade produziu impressionantes 900 toneladas desse precioso produto, impulsionando-se como uma das maiores produtoras do país.
Publicado em Rural dia 3/08/2023 por Alan Corrêa

Localizada no interior do Estado de São Paulo, a tranquila cidade de Boa Esperança do Sul, com seus pouco mais de 12 mil habitantes, está buscando o merecido reconhecimento como a capital do Mel. No último ano, a cidade produziu impressionantes 900 toneladas desse precioso produto, impulsionando-se como uma das maiores produtoras do país.

A tradição apícola em Boa Esperança do Sul remonta a gerações, com famílias inteiras dedicando-se à apicultura.

Boa Esperança do Sul destaca-se como uma das maiores produtoras de mel no Brasil e almeja o título de capital do Mel com projeto de lei.
Boa Esperança do Sul destaca-se como uma das maiores produtoras de mel no Brasil e almeja o título de capital do Mel com projeto de lei.

A Associação abriga 34 apicultores, com aproximadamente 10 mil colmeias. Cada colmeia é capaz de produzir até 20 kg de mel durante a safra. Os dados do IBGE apontam que, em 2021, o Brasil produziu cerca de 55 mil toneladas de mel de abelha, e Boa Esperança do Sul foi responsável por uma parcela significativa desse número.

Com vistas a valorizar ainda mais o setor apícola, um projeto de lei está em tramitação para oficializar Boa Esperança do Sul como a capital do Mel. A iniciativa não apenas beneficiará os apicultores, mas também trará prosperidade ao município, atraindo visitantes interessados em conhecer a produção dos agricultores e atraindo compradores de mel.

Uma das razões para a volumosa produção de mel na região são os apiários migratórios. Durante a primavera, as colmeias são posicionadas em meio a matas nativas e próximas a laranjais. Já no verão, elas são transportadas para regiões com eucaliptos, otimizando a produção.

Apesar do sucesso na produção, os apicultores enfrentam desafios, como o uso frequente de agrotóxicos nas culturas próximas às colmeias e o baixo consumo interno de mel no Brasil. Atualmente, o consumo médio de mel por habitante no país é inferior a duas colheres e meia por ano, o que leva os produtores a direcionarem sua produção principalmente para a exportação.

Contudo, com a qualidade do produto e o nome de Boa Esperança do Sul sendo propagado ao redor do mundo, os apicultores acreditam que podem elevar o consumo de mel no país. O título de capital do Mel será um reconhecimento justo e trará ainda mais visibilidade a essa próspera e apaixonante atividade desenvolvida por gerações na região.

*Com informações do Governo-SP.