A eficácia dos adoçantes no controle do peso é questionada pela OMS

Com a crescente epidemia de sobrepeso e obesidade, o consumo de adoçantes dietéticos não nutritivos tem se tornado popular nos países ocidentais. No entanto, uma nova diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) desaconselha o uso desses produtos para o controle do peso corporal e a redução do risco de doenças crônicas.
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Com a crescente epidemia de sobrepeso e obesidade, o consumo de adoçantes dietéticos não nutritivos tem se tornado popular nos países ocidentais. No entanto, uma nova diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) desaconselha o uso desses produtos para o controle do peso corporal e a redução do risco de doenças crônicas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre o uso prolongado de adoçantes em dietas de controle de peso, com base em um documento de 90 páginas. A Agência da ONU para a Saúde tomou essa decisão após analisar os estudos realizados até o momento.

De acordo com o documento, a revisão sistemática dessas evidências não encontrou benefícios a longo prazo na redução da gordura corporal, tanto em adultos quanto em crianças.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) relata que a análise recente indica possíveis efeitos adversos associados ao consumo prolongado de adoçantes, incluindo um maior risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e aumento da mortalidade em adultos (Marcos Oliveira/Agência Senado)
A Organização Mundial da Saúde (OMS) relata que a análise recente indica possíveis efeitos adversos associados ao consumo prolongado de adoçantes, incluindo um maior risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e aumento da mortalidade em adultos (Marcos Oliveira/Agência Senado)

Além disso, o documento menciona potenciais efeitos indesejados do uso prolongado de adoçantes, incluindo o aumento do risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e mortalidade em adultos.

No estudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) menciona os adoçantes mais comuns, que incluem acesulfame de potássio, aspartame, advantame, ciclamatos, neotame, sacarina, sucralose, estévia e derivados de estévia. No entanto, os adoçantes feitos de açúcar de baixa caloria e álcoois de açúcar, como eritritol e xilitol, não foram abordados nas pesquisas analisadas.

*Com informações do G1 e UOL.

Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.