Por Fusne.com

31/05/2023

Estudo revelou que vai faltar profissionais de TI no Brasil 

fusne.com

Um estudo recente destaca que o déficit de profissionais qualificados no mercado de tecnologia não se restringe a uma única lacuna.

Mas sim a várias, que combinadas resultam em um grande desafio.

Compreender as raízes dessas questões, e não apenas suas consequências, é essencial para buscar soluções eficazes.

Além da escassez expressiva de profissionais qualificados para suprir a demanda crescente, o estudo também identificou outros dois desafios no mercado de tecnologia.

A falta de profissionais em níveis sênior e a homogeneidade do talento no setor.

No que se refere à senioridade, a pesquisa revelou que há uma lacuna ainda maior de profissionais experientes e altamente especializados.

Dos participantes do estudo, 65% acreditam que faltam profissionais capacitados para enfrentar, de maneira independente, as necessidades e desafios diários enfrentados pelas startups.

Além disso, 84% das startups entrevistadas consideram que o mercado brasileiro não está desenvolvendo o número necessário de profissionais sênior.

Quanto à homogeneidade do mercado de talentos, constatou-se que o setor de tecnologia no Brasil é caracterizado por uma concentração significativa de profissionais na região sudeste, com 43% apenas no estado de São Paulo.

Além das barreiras regionais, grupos politicamente minorizados, como mulheres e pessoas negras, enfrentam ainda mais obstáculos ao longo de suas trajetórias, o que acaba desestimulando sua participação no mercado de tecnologia.

Do total de entrevistados no relatório, 50% consideram o mercado de tecnologia brasileiro como sendo totalmente ou muito homogêneo em relação à raça, classe, religião e gênero, enquanto apenas 15% o veem como totalmente diverso.

Profissionais especializados buscam constantemente melhores oportunidades e salários, muitas vezes fora do país. Isso ocorre devido à falta de estrutura e referências no setor, o que gera descrença nas possibilidades de carreira.

De acordo com o relatório, 73% concordam que existem condições mais atrativas internacionalmente, esvaziando o mercado nacional.

Além disso, 60% afirmam que a remuneração no mercado brasileiro não é competitiva em comparação com outros mercados internacionais.

O relatório não se limita a identificar as lacunas existentes, mas também propõe reflexões sobre possíveis caminhos a seguir no curto, médio e longo prazo.

Visando soluções duradouras que contribuam para o pleno desenvolvimento do potencial do mercado de startups no Brasil.

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