Resumo novela Vale Tudo hoje (4): Marco Aurélio humilha Leila e a expulsa de reunião – “Vai cuidar do Bruno”

Na novela Vale Tudo, exibida às 21h na TV Globo, Marco Aurélio volta a demonstrar seu lado mais tóxico ao cortar Leila de uma reunião estratégica da TCA. Irritado com o protagonismo da parceira, o executivo usa o filho como desculpa para excluí-la, depois a acusa de ser ouvida apenas por sua beleza. A tensão no casal escancara o machismo que persiste mesmo entre cúmplices no crime.
Publicado por Bianca Correa em Entretenimento dia 4/08/2025

Na noite do sábado, 2 de agosto, a novela das 21h da TV Globo, Vale Tudo, escancarou um conflito que mistura controle, vaidade e poder dentro de uma das tramas mais instigantes da ficção brasileira atual. Durante uma reunião na cobertura de Marco Aurélio, o personagem vivido por Alexandre Nero expôs sua visão retrógrada ao humilhar a própria companheira, Leila, interpretada por Carolina Dieckmann, diante de dois executivos da TCA.

Pontos Principais:

  • Marco Aurélio humilha Leila ao expulsá-la de reunião com Mário Sérgio e Freitas.
  • O executivo usa o filho como desculpa para excluir a companheira das decisões da TCA.
  • Em conversa privada, Marco Aurélio insinua que Leila é ouvida apenas por sua beleza.
  • Leila reage e questiona a autoridade do parceiro, provocando embate direto entre os dois.
  • O episódio destaca o machismo estrutural mesmo em relações criminosas e “parceiras”.

O encontro, que deveria servir como discussão estratégica entre aliados do esquema criminoso, acabou se tornando palco para um episódio de machismo explícito. Mário Sérgio (Thomás Aquino) e Freitas (Luis Lobianco) chegaram para debater novos movimentos da empresa. Leila, sempre sagaz, tomou a frente em algumas falas. Mas bastaram poucos segundos para que a insegurança de Marco Aurélio falasse mais alto.

Leila e Marco Aurélio se desentendem — Foto: Reprodução/TV Globo
Leila e Marco Aurélio se desentendem — Foto: Reprodução/TV Globo

“Leila, não tá na hora de você cuidar do Bruno?”, disparou o executivo, tentando afastá-la da conversa com uma justificativa que nem mesmo ele sustentou. Leila, tranquila, respondeu que o filho já estava dormindo, mas foi imediatamente cortada novamente. “A gente vai lá pro escritório. Vamos?”, completou Marco Aurélio, ignorando o constrangimento causado e encerrando a participação da mulher sem qualquer pudor.

A situação ganha ainda mais gravidade quando, a sós, Marco Aurélio resolve confrontá-la diretamente. Acusa Leila de “se meter na conversa” e reforça a ideia de que ela só está sendo ouvida pelos colegas de empresa por conta da aparência. “Esse mundo corporativo só tem víbora, meu amor. Você acha que o Mário Sérgio te deu corda por quê?”, questiona, insinuando que o interesse dos outros executivos está longe de ser profissional.

Leila, uma personagem construída com traços de ambição e inteligência estratégica, reage com firmeza: “Não? E ele estava interessado em quê?”. A pergunta, afiada, deixa Marco Aurélio desconfortável. Ele tenta sair pela tangente e impõe uma regra doméstica que resume o abismo entre igualdade e domínio: “Quando você estiver falando com as suas amigas eu fico na minha, e quando eu estiver com meus amigos ou então fazendo reunião… Tá bom, meu amor?”.

A cena tem peso não apenas dramático, mas simbólico. Mesmo numa aliança criminosa, em que ambos compartilham poder, o espaço feminino continua sendo condicionado à vaidade masculina. Leila, que já provou sua competência nos negócios mais de uma vez, é empurrada para o papel de adorno, mesmo quando está entre comparsas.

O roteiro costura uma crítica direta ao machismo velado – e às vezes escancarado – que sobrevive nos bastidores das grandes corporações. A tentativa de anular a presença ativa da mulher num ambiente de decisão não é novidade, mas ganha contornos ainda mais densos quando é reproduzida por um casal que, em tese, atua como sócios na vida e no crime.

Enquanto Marco Aurélio tenta manter o controle da situação, a narrativa mostra que Leila já não está disposta a aceitar os limites impostos por convenções antigas. Sua provocação não é apenas pessoal, é um grito contra a exclusão sistemática, mesmo em contextos onde ela provou que sabe jogar com as mesmas cartas.

A tensão do capítulo integra a teia de conflitos que se acirram em Vale Tudo. A novela, que já discute temas como corrupção, ética e ascensão social, agora reforça a crítica à desigualdade de gênero com uma cena emblemática. Leila não é vítima passiva, mas o recado é claro: a ambição feminina ainda incomoda – sobretudo quando desafia o ego masculino dentro do jogo de poder.

Com informações de Redeglobo e Gshow