Resumo Novela Terra Nostra hoje (4): Gumercindo corta comida, impõe compra na venda e Matheu pede saída da fazenda

Na quinta, 4 de setembro, a fazenda vira palco de tensão. Gumercindo encerra o fornecimento de comida e passa a cobrar pelos mantimentos em cadernetas. Matheu e Bartolo exigem terras próprias, irritam o fazendeiro e despertam desconfiança de anarquismo. Juliana pede ajuda a Marco, Leonora vai para a casa-grande e Angélica se perturba com o colono. Pressionado, Matheu pede sua saída.
Publicado por Bianca Correa em Entretenimento dia 4/09/2025

Na quinta-feira, 4 de setembro, o cotidiano dos colonos italianos da fazenda de Gumercindo sofreu uma mudança brusca. O fazendeiro decidiu encerrar a distribuição de comida gratuita, impondo que cada família passasse a comprar mantimentos na venda da própria fazenda, com registros feitos em cadernetas entregues por Batista.

Pontos Principais:

  • Gumercindo corta a comida gratuita e impõe compras na venda.
  • Batista entrega cadernetas para registrar as despesas das famílias.
  • Matheu e Bartolo exigem terras próprias, mas só recebem promessa vaga.
  • Angélica apoia Matheu, enquanto Gumercindo desconfia de anarquismo.
  • Juliana pede ajuda a Marco, Leonora vai para a casa-grande e Matheu pede saída.

O novo sistema mexeu com a rotina dos trabalhadores. Acostumados ao fornecimento, agora precisariam lidar com despesas anotadas e, na prática, maior dependência financeira do patrão. O gesto deixou claro que a relação entre colonos e o proprietário se estreitava no campo econômico.

Matheu enfrenta Gumercindo e reivindica independência.
Matheu enfrenta Gumercindo e reivindica independência.

Em meio ao desconforto, Matheu e Bartolo tomaram a dianteira e reivindicaram terras próprias para plantar. A promessa de Gumercindo foi vaga: atenderia depois da safra. O atraso na resposta aumentou a desconfiança dos colonos e alimentou conversas tensas no entorno da fazenda.

Rosana não escondeu seu incômodo com a postura de Matheu, julgando o jovem ousado demais. Angélica, por outro lado, surpreendeu ao concordar com o pedido, expondo fissuras internas sobre como lidar com a voz crescente dos colonos.

Para Gumercindo, a reivindicação soou perigosa. Desconfiado, começou a suspeitar que Matheu carregava ideias anarquistas e cogitou afastá-lo da propriedade. Essa tensão revelava o choque de visões entre o desejo dos imigrantes por autonomia e o modelo rígido imposto pelo fazendeiro.

Enquanto isso, Juliana vivia seus próprios dilemas. Tomada pela saudade, pediu a Marco que procurasse seu amado. O rapaz, dividido entre o dever e a dor pessoal, prometeu fazer o possível. Era mais um elo do drama humano que atravessava a narrativa da fazenda.

Na senzala, Matheu e Tiziu encontraram espaço para estreitar amizade. Dividindo o mesmo teto, firmaram laços que ultrapassavam as barreiras impostas pela estrutura da fazenda, mostrando solidariedade em tempos de desconfiança e vigilância.

Angélica, por sua vez, se perturbou ao ver Matheu sem camisa, numa cena que revelou o peso das emoções diante da rigidez social. Logo depois, advertiu o jovem de que o pai pensava em mandá-lo embora, evidenciando o choque entre atração, dever familiar e hierarquia.

Paralelamente, Leonora foi designada para trabalhar na casa-grande, movimento que reforçava a divisão de papéis entre colonos e o núcleo da família Gumercindo. Essa mudança reforçava o controle do fazendeiro sobre os destinos individuais.

Com a pressão crescente, Matheu não viu alternativa e pediu a Gumercindo que acertasse sua saída. A decisão prometia abalar ainda mais a relação entre patrão e colonos, alimentando a tensão que crescia a cada novo gesto na fazenda.

Fonte: Redeglobo