A reprise de A Viagem, exibida no Vale a Pena Ver de Novo às 17h15, mantém viva uma das tramas mais marcantes da teledramaturgia brasileira. Escrita por Ivani Ribeiro, a novela traz a trajetória de Alexandre, que após tentar roubar o cofre do escritório onde trabalhava, acaba preso. Na cadeia, em um ato extremo, decide dar fim à própria vida e, a partir daí, passa a perseguir espiritualmente aqueles que considera responsáveis por sua ruína.
Pontos Principais:
O enredo mescla drama, espiritismo e dilemas humanos, criando uma narrativa que atravessa gerações. No capítulo de 27 de agosto de 2025, a história ganha novos contornos com o ritual conduzido por Diná, que utiliza cristais para purificar o corpo de Otávio. A cena reforça a conexão entre fé, espiritualidade e as tentativas de buscar equilíbrio diante das tormentas causadas pela presença de Alexandre no plano espiritual.

Enquanto isso, a vida dos personagens segue em ebulição. Raul busca se reconciliar com Mauro, em um gesto de perdão que mostra como o arrependimento pode abrir espaço para a reconstrução de relações. Em seguida, ele confidencia a Téo que Andrezza partiu para a fazenda, revelando novos caminhos para a trama familiar.
No núcleo de Diná, Otávio, Estela e Maroca, a volta de Guiomar provoca reflexões e conversas. O retorno da personagem resgata memórias e levanta expectativas sobre as mudanças que sua presença pode trazer ao enredo. A novela sabe usar esses reencontros para fortalecer laços e reabrir feridas que ainda não cicatrizaram.
Em outra frente, Hélio se deixa levar pela admiração ao ver Naná dançando. A cena traz leveza e um toque de romance, equilibrando o peso das tramas espirituais com momentos de ternura. Já Cininha, determinada em sua vida amorosa, recorre à tradição popular ao colocar o Santo Antônio de cabeça para baixo, gesto carregado de simbolismo e esperança.
As sessões espirituais também seguem como fio condutor da narrativa. Tibério comenta com o Mascarado sobre o encontro realizado na casa de Alberto, expondo a curiosidade e a desconfiança que cercam esse universo. O personagem, atento às emoções alheias, ainda cogita que Cininha esteja interessada em Agenor, acrescentando novas nuances aos relacionamentos.
Esses movimentos do enredo reforçam a capacidade de Ivani Ribeiro em costurar temas complexos — como espiritualidade, amor, traição e perdão — sem perder o ritmo. Cada núcleo se desenvolve em paralelo, mas todos se entrelaçam diante da força invisível que Alexandre exerce, mesmo após a morte.
O capítulo de 27 de agosto se destaca justamente por mostrar essa dualidade: de um lado, os personagens tentando viver suas rotinas, cultivar afetos e resolver conflitos humanos; do outro, a presença espiritual que insiste em marcar cada passo, criando tensão constante.
Ao revisitar essa obra, o público encontra não apenas uma trama envolvente, mas também reflexos de dilemas reais: o peso das escolhas, a dificuldade de perdoar, a busca por amparo espiritual e a esperança de recomeçar. A Viagem, em sua essência, fala sobre vida, morte e o que existe além.
ORESUMO:
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