Nova Lei do SUS: Farmácias Públicas Divulgarão Estoques de Medicamentos Online

Nesta quinta-feira (24), foi publicada uma nova lei no Diário Oficial da União, que estabelece um requisito crucial para as farmácias públicas que operam dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de janeiro de 2024, essas farmácias terão a obrigação de disponibilizar informações sobre seus estoques de medicamentos na internet. A lei, que já foi sancionada, promete melhorar a transparência e a acessibilidade aos medicamentos essenciais.
Publicado em Saúde dia 24/08/2023 por Alan Corrêa

Nesta quinta-feira (24), foi publicada uma nova lei no Diário Oficial da União, que estabelece um requisito crucial para as farmácias públicas que operam dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de janeiro de 2024, essas farmácias terão a obrigação de disponibilizar informações sobre seus estoques de medicamentos na internet. A lei, que já foi sancionada, promete melhorar a transparência e a acessibilidade aos medicamentos essenciais.

Essa mudança legislativa envolve uma emenda à Lei Orgânica da Saúde, datada de 1990, que regula diversos aspectos relacionados à promoção e operação dos serviços de saúde. O texto revisado agora inclui uma disposição que amplia o escopo de atuação do SUS. Essa adição obriga as farmácias públicas sob a gestão do SUS a disponibilizarem, em suas respectivas páginas na internet, informações atualizadas a cada duas semanas sobre seus estoques de medicamentos. Isso será feito de forma a ser facilmente compreensível para qualquer cidadão.

Nova Lei Exige que Farmácias Públicas do SUS Divulguem Estoques de Medicamentos Online
Nova Lei Exige que Farmácias Públicas do SUS Divulguem Estoques de Medicamentos Online

O conceito original por trás dessa medida foi apresentado em 2019 pelo ex-deputado federal Eduardo Cury (PSDB-SP). Essa proposta foi inspirada em uma iniciativa implementada pela Prefeitura Municipal de São José dos Campos, localizada em São Paulo. Cury explicou que a divulgação dos estoques de medicamentos é não apenas uma maneira de otimizar a gestão de aquisições, mas também uma forma de evitar que pacientes tenham que se deslocar desnecessariamente. Ele afirmou que “os pacientes frequentemente perdem tempo e recursos ao visitar repetidamente as farmácias, sem conseguir obter os medicamentos prescritos. Isso é, em última análise, um desrespeito significativo aos usuários do sistema de saúde pública”.

No momento atual, o Ministério da Saúde já disponibiliza uma lista simplificada de medicamentos para o programa Farmácia Popular do Brasil. Esse programa opera em parceria com redes privadas de drogarias. A lista menciona os tipos de medicamentos disponíveis para atenção primária à saúde, mas não fornece informações sobre quantidades disponíveis ou atualizações frequentes.

Além das farmácias populares, o SUS também gerencia farmácias hospitalares, farmácias especializadas que abastecem medicamentos de alto custo e as farmácias nas unidades básicas de saúde. Com a nova lei em vigor a partir de 2024, espera-se uma melhoria substancial na transparência e no acesso aos medicamentos essenciais através dessas instalações públicas de saúde.

*Com informações da Agência Brasil.