Confira as novas regras para produção de presunto no Brasil

O Ministério da Agricultura do Brasil emitiu uma portaria, a partir desta terça-feira (2), que estabelece quatro tipos de presunto vendidos no país: cozido, cozido superior, cozido tenro e cozido de aves. A intenção é garantir a segurança e padronização dos produtos, além de reduzir os riscos à saúde. Os fabricantes terão um prazo de um ano para se adequarem aos novos tipos.
Publicado em Rural dia 2/05/2023 por Alan Corrêa

O Ministério da Agricultura do Brasil emitiu uma portaria, a partir desta terça-feira (2), que estabelece quatro tipos de presunto vendidos no país: cozido, cozido superior, cozido tenro e cozido de aves. A intenção é garantir a segurança e padronização dos produtos, além de reduzir os riscos à saúde. Os fabricantes terão um prazo de um ano para se adequarem aos novos tipos.

A portaria também determinou que os presuntos brasileiros devem ter no máximo 25% de colágeno em toda a proteína contida, garantindo a firmeza. No caso dos presuntos cozidos de aves, esse limite não pode ser superior a 10%. Além disso, o máximo permitido de carne moída no presunto cozido é de 10%, enquanto no cozido tenro é de até 5%, e no cozido superior não pode haver carne moída em nenhuma quantidade.

Com as mudanças, a quantidade de carne nos produtos aumentou e a quantidade de água foi reduzida. Os presuntos cozidos agora devem ter pelo menos 16% de carne, e o limite de água é de 5%. Já o presunto cozido de aves precisa ter no mínimo 14% de carne, pouco mais de 5% de água e no máximo 2% de carboidratos.

As regras de produção do presunto passam por alterações significativas (MAPA)
As regras de produção do presunto passam por alterações significativas (MAPA)

Segundo o Ministério da Agricultura, os presuntos cozido, cozido superior e cozido tenro são feitos principalmente da carne de pernil suíno, sem pele. O cozido tenro deve ser sempre defumado. Já o cozido de aves é feito a partir de carnes das pernas de aves, moídas ou não.

Essa nova regulamentação surge após pedidos do setor produtivo para dar nomes aos produtos e padronizá-los. A medida tem como objetivo garantir a segurança e qualidade dos presuntos vendidos no Brasil, além de proteger a saúde dos consumidores.

*Com informações do Ministério da Agricultura e Agência Brasil.