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Voa Brasil: Brasil emitirá passagens aéreas baratas em novo programa

Durante o último final de semana, o ministro encarregado dos portos e aeroportos, Márcio França, informou que o governo federal irá implementar o programa "Voa, Brasil", o qual terá como propósito diminuir os valores das passagens aéreas no país.
Publicado em Viagem dia 14/03/2023 por Alan Corrêa

Durante o último final de semana, o ministro encarregado dos portos e aeroportos, Márcio França, informou que o governo federal irá implementar o programa “Voa, Brasil“, o qual terá como propósito diminuir os valores das passagens aéreas no país.

O intuito desta iniciativa é ampliar o acesso da população às viagens de avião, as quais serão comercializadas com uma estimativa de custo de R$ 200 por trecho percorrido.

Movimentação de aviões comerciais no aeroporto de Brasília (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O programa irá beneficiar determinados grupos, tais como servidores públicos de todos os níveis governamentais que possuam remuneração de até R$ 6,8 mil, bem como aposentados e pensionistas do sistema previdenciário, além dos estudantes participantes do Fies.

O ministro ressaltou que não seria justo disponibilizar essa opção de passagens mais baratas para executivos que possuem recursos para arcar com valores mais elevados.

“Não era justo fazer essa passagem para os executivos que têm condição de pagar preços maiores”, pontua o ministro.

Segundo o ministério, a ideia é comercializar esses ingressos com preços mais acessíveis durante os períodos de baixa temporada, que ocorrem entre fevereiro e junho e de agosto a novembro. Durante esses períodos, geralmente há uma taxa média de ociosidade de 21% nos voos nacionais. A expectativa é que essa iniciativa resulte em uma redução de preço em todas as passagens, já que, à medida que a ociosidade diminui, os preços das outras passagens também podem ser reduzidos.

França assegura que o preço das passagens aéreas não aumentará para os outros passageiros, uma vez que o custo de cada trecho é calculado com base no número de assentos por quilômetro voado.

“Quanto mais assentos por quilômetro estiverem preenchidos, mais barato tem que ficar o preço”.

A idéia é vender os bilhetes mais baratos durante períodos de baixa temporada, entre fevereiro e junho, e entre agosto e novembro. Durante esses períodos, a demanda por voos domésticos costuma ser menor, resultando em uma média de ociosidade de 21%.

“Com isso, a gente vai acabar barateando todas as passagens, porque na medida em que não tem mais ociosidade, as outras passagens também podem ficar mais baratas”, projeta o ministro.

Cada participante terá a possibilidade de adquirir até duas passagens por ano, e cada passagem permitirá a presença de um acompanhante em cada trecho. O pagamento dos bilhetes poderá ser realizado em até 12 parcelas com juros, sendo que cada prestação não deverá ultrapassar o valor de R$ 72.

Cada participante terá a oportunidade de adquirir duas passagens por ano, cada uma com direito a um acompanhante durante todo o trajeto. Os bilhetes deverão ser pagos em até 12 vezes com juros, no valor de até R$ 72 para cada prestação.

De acordo com Márcio França, o governo federal não irá fornecer subsídios, mas irá se encarregar da organização do programa. As vendas serão realizadas nos sites das companhias aéreas que aderirem ao programa, onde haverá a opção “Voa, Brasil”.

Os indivíduos que atenderem aos critérios para participar do programa poderão adquirir as passagens, que serão intermediadas pela Caixa Econômica e pelo Banco do Brasil.

A Abear, que é a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, declarou que está monitorando a sugestão do governo e está pronta para participar das discussões com o objetivo de contribuir.

“Desde o início do ano, a Abear e suas associadas mantêm diálogo constante com o Ministério de Portos e Aeroportos sobre o cenário do setor aéreo e as possíveis soluções para o crescimento do número de passageiros e destinos atendidos.”

O ministro prevê que o programa entrará em operação no segundo semestre deste ano. Ele observou que as passagens estão muito caras atualmente e afirmou que os preços precisam diminuir.

*Com informações da Agência Brasil e Suno.