
Governo do Estado de São Paulo mobilizou uma escolta policial para abrir caminho no trânsito de Campinas e levar uma gestante em trabalho de parto ao hospital, quando o carro já não era um lugar seguro para esperar.
O pedido de ajuda surgiu no meio do engarrafamento, desses que engolem o tempo e testam a paciência. Dentro do veículo, uma jovem sentia as contrações avançarem. Fora dele, o trânsito não se movia. Os policiais da PM Rodoviária ouviram poucas palavras, mas entenderam tudo. A escolha foi imediata: sirene ligada, luzes acesas, a viatura à frente abrindo passagem entre carros parados.
O trajeto, que poderia terminar em desespero, virou corrida contra o relógio. A escolta transformou a rodovia em um corredor improvisado até o Hospital Vera Cruz. Em poucos minutos, a mulher estava sob cuidados médicos, longe do risco de um parto sem estrutura, dentro de um carro imobilizado.

“Conseguimos minutos preciosos. Em condições normais, pela demora no trânsito, a criança poderia ter nascido no carro mesmo, e sabemos que o veículo não tem a infraestrutura de um hospital. Então fico feliz de ter contribuído para que a mãe pudesse ter seu filho com total segurança”, disse o PM Araújo.
Para quem participou, não foi apenas uma ocorrência. Foi o instante em que o peso da farda encontrou o sentido mais básico do serviço público: proteger a vida. Minutos preciosos fizeram toda a diferença. Onde havia buzinas e impaciência, surgiu silêncio e alívio, revelou a Agenciasp.
Depois, os policiais voltaram. Não por obrigação, mas por humanidade. Viram a mãe bem, o bebê em segurança, e entenderam que certas vitórias não entram em estatísticas. Em uma cidade acostumada ao trânsito que separa, naquele dia ele se abriu para unir. Dever cumprido.
