O uso da vírgula sempre constituiu uma grande dificuldade para as pessoas que se propõe a escrever. Mas seu uso correto é indispensável para a compreensão do sentido das frases.
Como fazer para utilizar da forma certa a vírgula? Vamos te dar algumas dicas neste artigo de como usar e de quando evitar o uso desse elemento gramatical tão importante quanto desafiador.
O uso da vírgula na gramatica é obrigatório em determinados casos, proibido em alguns e facultativos em outros. O fato concreto é que esse elemento textual é muito importante para a compreensão do sentido, desde que seja utilizada da forma correta.
Mas a gramática portuguesa não é tão simples para que possamos resumir em uma ou duas regras o uso da vírgula. Sua riqueza traz como consequência uma complexidade muito grande. Por isso, além de saber as regras, é necessário conhecer a sintaxe.
Mas vamos fazer um pouco diferente do comum dos textos sobre vírgula que vemos por aí, vamos analisar quando o uso da vírgula está errado. Ou seja, quando ela não deve ser utilizada de forma alguma.

A primeira regra importante de quando não se deve utilizar a vírgula entre o sujeito e o verbo. Por exemplo:
“A menina, foi andar de bicicleta.”
A vírgula, neste caso, foi utilizada de forma incorreta, pois nunca se deve separar o sujeito da ação que é praticada. Sujeito e predicado devem estar sempre juntos.
Mas o sujeito e o verbo não é o único par que deve estar sempre unido. Outros dois elementos que nunca devem ser separados são o verbo e o objeto. Veja o exemplo:
“A menina foi andar, de bicicleta.”
Aqui também a vírgula está no lugar errado. Algumas pessoas pensam que a vírgula deve ser colocada em qualquer lugar da frase, só para permitir que se faça uma pausa ou respiração. Verbo e complemento devem estar sempre juntos.

São muitas as situações em que a vírgula deve ser utilizada. Uma delas é para separar elementos que tenham a mesma função sintática. Por exemplo, quando temos substantivos do sujeito composto. Veja:
“Maria, André, Lucas e Joana foram ao parque.”
Neste caso, a única forma de separar os nomes é utilizando a vírgula. Não estaria correto utilizar a conjunção “e” em cada nome. O mesmo se aplica ao objeto direto:
“Fui ao mercado comprar leite, pão, arroz e feijão.”
A vírgula também serve para separar as orações intercaladas. Mas para entender isso nada melhor do que um exemplo prático:
“O assalto, disse o policial, foi planejado.”
Neste caso, era preciso separar as orações por vírgulas, senão o sentido seria incompreensível. Muito embora, fosse possível alterar a ordem e dispensar o uso da vírgula:
“O policial disse que o assalto foi planejado.”

A vírgula também é utilizada para separar as conjunções adversativas. Mas que raios de elemento é esse? Veja no exemplo abaixo:
“Ela estava bem ali, contudo, não me escutava”.
Aqui também a vírgula é necessária para separar o elemento textual que vai dar um sentido oposto à ideia principal. O mesmo se aplica para as conjunções conclusivas. Veja:
“Eu não estava me sentindo bem, então, fui embora”.
Outro uso que se faz da vírgula é o isolamento do elemento vocativo e também do aposto. Calma, apesar do nome estranho é bem simples de entender:
“Paulo, olhe aquela borboleta.”
Esse é o vocativo, quando a pessoa evoca o interlocutor antes de lhe dizer algo. Já o aposto, é utilizado para explicar ou definir algo, e também deve estar entre vírgulas:
“João, professor de geografia, falou para os alunos diminuírem o barulho.”
No caso da data a regra segue o mesmo princípio:
“São Paulo, 8 de março de 2021.”

Esses usos da vírgula que mencionamos acima são conhecidos de muitas pessoas, e de alguma forma são até intuitivos. Mas quando o assunto é orações subordinadas, as dúvidas começam a aumentar.
A vírgula serve para separar as orações subordinadas adverbiais causais, condicionais, temporais e concessivas. Vamos dar alguns exemplos para deixar mais fácil de você compreender:
“Lúcia viajou para Santa Catarina, pois sua mãe faleceu.” (oração subordinada adverbial causal)
“Pedro vai voltar, se a casa estiver limpa.” (oração subordinada adverbial condicional)
“Vou para Paris, quando tiver dinheiro.” (oração subordinada adverbial temporal)
Essas são algumas regras sobre a vírgula que vão ajudar muito você no dia a dia. Mas, claro, será preciso praticar e estudar sempre.
