Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, declarou que navios americanos deveriam ter o direito de transitar gratuitamente tanto pelo Canal do Panamá quanto pelo Canal de Suez, no Egito. A fala foi feita em sua rede social Truth Social no sábado (26), ressaltando que essas obras só existem graças à intervenção histórica americana. Em tom incisivo, Trump solicitou ao secretário de Estado Marco Rubio que registrasse imediatamente a queixa e buscasse uma solução diplomática.
Pontos Principais:
O Canal do Panamá, uma hidrovia vital para o comércio global, foi construído sob liderança dos EUA e inaugurado em 1914. Durante décadas, os Estados Unidos exerceram controle direto sobre sua operação até a assinatura do Tratado Torrijos-Carter em 1977, que definiu a devolução progressiva da gestão ao governo panamenho, processo finalizado em 1999. Desde então, o Panamá passou a cobrar tarifas pelo uso do canal, prática que Trump agora contesta abertamente.
Além do Canal do Panamá, Trump ampliou sua reivindicação para o Canal de Suez, controlado pelo Egito. Embora esse canal tenha uma história distinta, sem ligação de construção americana, o presidente dos EUA sugeriu que navios americanos também deveriam ser dispensados do pagamento de tarifas naquela passagem estratégica. O movimento levanta questionamentos diplomáticos, dado que envolve soberanias nacionais e acordos internacionais vigentes.
O pedido de Trump ocorre em meio a uma estratégia mais ampla de reforço do nacionalismo econômico, num momento em que busca fortalecer sua base política antes das próximas eleições. O presidente já havia ameaçado, em ocasiões anteriores, tentar “retomar” o controle do Canal do Panamá, alegando prejuízos financeiros injustificados aos Estados Unidos diante das tarifas cobradas pelo país centro-americano.
Por ora, a Casa Branca mantém cautela e não divulgou um posicionamento oficial sobre o tema. Fontes internas indicam que a equipe de política externa estuda as implicações de uma possível negociação, mas alertam que qualquer avanço nesse sentido demandaria intensa habilidade diplomática, dado o impacto que a exigência de Trump pode causar nas relações com o Panamá e o Egito.
