O capítulo de Terra Nostra desta terça-feira expõe a fragilidade e a intensidade dos primeiros passos de Juliana e Matheu no Brasil. O enredo, situado no final do século XIX, mostra como o amor e a sobrevivência se cruzam em meio à chegada de imigrantes ao novo continente. A trama enfatiza os desafios dos recém-chegados, que enfrentam tanto obstáculos pessoais quanto sociais.
Logo no início, Juliana aquece o corpo debilitado de Matheu, que desperta curado e cheio de esperança. O gesto não é apenas de carinho, mas também de sobrevivência, reforçando a dimensão humana do romance. O casal decide, então, construir uma vida juntos no Brasil, em busca de novas oportunidades.

Enquanto isso, Leonora é encontrada em estado crítico, mas com o bebê vivo, dentro da casa das máquinas. O episódio funciona como uma metáfora da vida que resiste em meio à adversidade. A narrativa dá atenção ao contraste entre a vulnerabilidade feminina e a força de manter-se firme diante do infortúnio.
No cais, Juliana se perde de Matheu e encontra acolhimento inesperado. Francesco e Janete a recebem em sua casa luxuosa, ambiente que a intimida pela diferença de status. Marco Antônio, filho de Francesco, rapidamente demonstra interesse pela jovem, apoiando a decisão do pai de tratá-la como parte da família. A tensão social é evidente, revelando como os laços se formam entre diferentes classes.
Matheu, sem saber do paradeiro de Juliana, embarca em um trem para encontrá-la. O desencontro entre os dois cria um suspense contínuo na narrativa. Juliana, por sua vez, tenta localizá-lo no dia seguinte, sem sucesso. Esse ritmo de encontros interrompidos reforça a fragilidade da vida em trânsito e a força do destino na construção da história.
A trama também se expande para além do casal. Gumercindo, patriarca de uma família influente, impede a filha de seguir a vida religiosa. A jovem, contrariada, promete fugir. O conflito revela como o poder dos pais sobre os destinos das filhas ainda se impunha, contrastando com os desejos individuais de liberdade.
Por fim, a Fazenda Esperança surge como espaço de trabalho e de tensão. A senzala está concluída, e Matheu, Bartolo, Leonora e outros cruzam seus portões cantando. A cena reforça a complexidade da formação social brasileira, em que imigrantes, proprietários e trabalhadores escravizados se encontram em um mesmo espaço, evidenciando as contradições da época.
Fonte: Redeglobo.
