System of a Down inicia turnê no Brasil com espetáculo para 44 mil pessoas em Curitiba

Não foi só um show — foi um ritual coletivo de energia e nostalgia. Após uma década sem passar pelo Brasil, o System of a Down voltou em grande estilo. Curitiba recebeu a abertura da turnê "Wake Up" com 44 mil vozes cantando juntas. A estrutura pesada veio em 34 toneladas por Viracopos. Luzes vermelhas, sinalizadores e mosh marcaram a noite. E quem não foi, já se prepara para os próximos atos no Rio e em São Paulo.
Publicado por Maria Eduarda Peres em Entretenimento dia 7/05/2025

Na noite de 6 de maio, Curitiba se tornou o epicentro da fúria musical do System of a Down. Após 10 anos longe dos palcos brasileiros, a banda armênio-americana desembarcou no Estádio Couto Pereira para dar início à “Wake Up Tour” com um show para 44 mil pessoas.

Pontos Principais:

  • System of a Down abriu a turnê “Wake Up” com show para 44 mil pessoas em Curitiba.
  • Setlist contou com 31 músicas executadas sem pausas e estrutura vinda dos EUA.
  • Sinalizadores, luzes vermelhas e mosh marcaram a atmosfera intensa do evento.
  • Shows seguem para Rio e São Paulo com esquema especial de segurança e mobilidade.
O Couto Pereira tremeu com o retorno do System of a Down ao Brasil. A banda escolheu Curitiba para dar o grito inicial da turnê "Wake Up". E foi inesquecível - reprodução instagram / @systemofadown
O Couto Pereira tremeu com o retorno do System of a Down ao Brasil. A banda escolheu Curitiba para dar o grito inicial da turnê “Wake Up”. E foi inesquecível – reprodução instagram / @systemofadown

O evento foi marcado por uma produção de grande porte. Os equipamentos — mais de 34 toneladas — chegaram ao país pelo Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), em uma operação logística que envolveu transporte aéreo e terrestre, passando por liberação alfandegária e escolta.

A entrada da banda foi triunfal. Daron Malakian deu o tom com uma fala que arrepiou a plateia: “Diretamente de Los Angeles, originalmente da Armênia, nós somos o System of a Down!”. Na sequência, vieram 31 músicas executadas sem pausas, em uma avalanche sonora que varreu o estádio.

O setlist incluiu clássicos como Chop Suey!, Toxicity, B.Y.O.B. e Sugar, além de faixas mais densas como Needles e Genocidal Humanoidz. A ausência de discursos longos ou interações prolongadas deu lugar a uma performance coesa e intensa.

Fãs de várias regiões do Brasil, Argentina e Uruguai formaram uma plateia homogênea: muitos com camisetas pretas e olhos marejados de emoção. Sinalizadores vermelhos foram acesos em diversos momentos do show, transformando a arena em um espetáculo visual.

A segurança precisou agir rápido para controlar o uso de sinalizadores, tanto na pista comum quanto na premium. Apesar dos sustos, não houve incidentes graves. O mosh, típico dos shows de metal, rolou solto e foi celebrado com entusiasmo pelos fãs.

O show teve início às 21h e terminou sem atrasos, respeitando o planejamento do evento. A organização reforçou os protocolos de segurança, proibindo uma longa lista de itens — desde câmeras profissionais até guarda-chuvas e garrafas com tampa.

A CET-Rio já anunciou um forte esquema de mobilidade urbana para o show no Engenhão, no dia 8, com interdições em vias próximas, orientações para transporte público e uso de trens da Supervia.

São Paulo receberá três apresentações nos dias 10, 11 e 14 de maio, com palcos no Allianz Parque e no Autódromo de Interlagos. A turnê seguirá depois para outros países sul-americanos, como Chile, Peru e Argentina.

O System of a Down mostrou que não perdeu força nem relevância. Em Curitiba, mais do que um espetáculo, a banda entregou uma catarse coletiva, iniciando a turnê com um grito uníssono: Wake Up!.

Fonte: Bemparana, Tribunapr, En, Billboard e Aeroin.