No centro do remake de “Vale Tudo”, um jantar aparentemente inofensivo revelou o ponto de ruptura entre duas gerações de mulheres fortes, com discursos distintos sobre poder, amor e manipulação. Solange (Alice Wegmann) não cedeu à pressão de Odete Roitman (Débora Bloch), e o que era pra ser reconciliação familiar virou guerra declarada.
Pontos Principais:

Durante o encontro, Odete propôs à nora uma “excelente oportunidade de trabalho em Paris”, mas com uma condição implícita: convencer Afonso (Humberto Carrão) a abandonar sua vida no Brasil. A oferta, no entanto, foi vista por Solange como suborno emocional e moral.
“Eu não me vendo”, afirmou Solange, em uma das falas mais discutidas do episódio. Logo depois, expulsou Odete da própria casa. A cena, apesar de tensa, foi duramente criticada nas redes sociais. Para muitos, os diálogos soaram panfletários, sem sutileza ou subtexto dramático.
A frase “eu sou a resistência”, usada por Solange no confronto, viralizou — mas não como desejado pela produção. Muitos internautas compararam a fala a um meme político genérico, destoando do contexto da cena. Afonso, por sua vez, não escondeu a fúria com a atitude da namorada.
A briga gerou uma reviravolta no plano de Odete. Acostumada a visitas rápidas ao Brasil, a vilã anunciou para Celina (Malu Galli) que pretende ficar no país. “O problema são meus filhos”, disparou. A decisão foi motivada principalmente pela recusa de Afonso em ir para Paris.
Odete acredita que Marco Aurélio (Alexandre Nero), seu aliado na TCA, ainda está sob controle. Mas seus filhos, cada vez mais independentes, fugiram de seu roteiro. Heleninha (Paolla Oliveira), inclusive, passou por uma recaída preocupante com o álcool.
Enquanto isso, Maria de Fátima (Bella Campos) observa tudo de longe. Ela se beneficia do caos emocional da família e parece pronta para dar o próximo passo em seu plano. Seu comportamento segue calculista e sorrateiro, trazendo novos desdobramentos.
Mesmo com grande repercussão, o capítulo não agradou a todos. A autora Manuela Dias recebeu críticas por entregar textos considerados “didáticos demais”, com diagnósticos psicológicos sendo recitados como manuais de autoajuda em plena cena dramática.
Com audiência instável, o remake de “Vale Tudo” enfrenta o desafio de dialogar com uma nova geração sem perder a força dramática do original de 1988. A tensão entre Solange e Odete pode ser um divisor de águas — mas o caminho precisa de ajustes de tom e construção narrativa mais sutil.