Smartphones e inovação para combater o desmatamento

Um dos grandes problemas que afeta o mundo atualmente é o mal uso que nós, seres humanos, fazemos das grandes reservas naturais que está à nossa disposição para manutenção da própria existência humana. Entre outras atitudes deploráveis está o desmatamento das florestas, especialmente na Amazônia. Contudo, um sistema simples e barato pode ajudar a inibir o desmatamento.

Ecologia
5 meses atrás
Smartphones e inovação para combater o desmatamento
Foto: Reprodução

A quantas anda o desmatamento na Amazônia?

A Amazônia, como costumamos dizer, é o pulmão do mundo. Isso não é um puro eufemismo, de fato, ali encontramos 1/4 de toda biodiversidade do planeta. Entretanto, nos últimos 50 anos mais de 20% de suas florestas foram destruídos completamente pelo desmatamento. A continuar nesse ritmo, ela teria no máximo uns 200 anos de vida. Pobre das gerações futuras que arcarão com as funestas consequências dessa atrocidade.

Uma solução possível, simples e barata

Seria muito triste assistirmos a essa tragédia sem fazer nada para a impedir. Se por um lado seres humanos desapiedados destroem um patrimônio nacional – e de certa forma mundial – deve ser verdade também que outros seres humanos com compaixão e senso de responsabilidade ajam de forma a evitá-la, tanto quanto lhes seja possível. Do contrário, não seremos tão diferentes dos que destroem nossas florestas.

Mas como podemos fazer isso na prática? Existe um meio concreto de colaborar para que o desmatamento acabe ou diminua significativamente? Sim, esse meio existe, é possível, simples e muito barato. Ele na verdade está ao alcance de nossas mãos, literalmente.

A tribo indígena Tembé ocupa uma área de aproximadamente 2.800 km2 da floresta tropical amazônica, área que já foi destruída em 30% por atividades ilegais. Para esses indígenas, nas palavras de seu cacique, a vida e a floresta estão interligadas, e quando se derruba uma árvore é como destruir uma parte de sua cultura, de sua história, de sua vida.

Por isso, esses índios se mobilizaram para ajudar num projeto criado pela Rainforest Connection, uma organização ambiental sem fins lucrativos, com vistas a monitorar em tempo real o desmatamento das florestas. Como funciona esse monitoramento?

O ambicioso projeto tinha como equipamentos apenas smartphones descartados e o TensorFlow, modelo de aprendizado de máquina de código aberto do Google. Um smartphone foi ligado a um adaptador de energia solar bem simples e a um microfone externo, o que lhe deu capacidade para captar sons a até 1 km de distância. Esses dispositivos foram chamados de “Guardiões”.

Instalados estrategicamente nos topos das árvores pela equipe da Rainforest Connection, auxiliada pelos índios nativos, para captarem um sinal melhor da rede de celular e terem mais acesso à energia solar, eles “ouvem” os sons da floresta 24hs por dia. O restante do trabalho fica por conta do TensorFlow que aprende a detectar e distinguir os sons da motosserras e caminhões dos demais sons do ambiente natural da floresta. Tão logo identificados, ele emitem um alerta aos 30 guardas da própria tribo, que podem avisar as autoridades locais responsáveis e indicar com precisão o local onde o desmatamento está ocorrendo.

Esse sistema começou a ser disponibilizado a outros parceiros no combate ao desmatamento, como por exemplo Peru, Equador e a longínqua Romênia.

Trabalhar contra o desmatamento não é apenas possível, já está acontecendo. Isso reforça nossa fé na humanidade.

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