A goleada aplicada pelo Vasco sobre o Santos por 6 a 0 no Morumbis marcou um dos resultados mais expressivos do Campeonato Brasileiro 2025. O resultado encerra um ciclo de pressão intensa sobre o time paulista, que amarga uma campanha irregular e agora se vê ainda mais ameaçado na tabela.
Do outro lado, o Vasco conquista uma vitória que entra para a história recente do clube, não apenas pelo placar elástico, mas também pelo domínio durante quase todos os 90 minutos. A equipe demonstrou organização, frieza e eficiência para transformar as chances criadas em gols.
O jogo deixa sinais claros para o futuro: enquanto o Santos precisará se reorganizar, tanto taticamente quanto emocionalmente, o Vasco ganha fôlego para tentar escapar da zona de rebaixamento e buscar uma recuperação no torneio.
No primeiro tempo, o Santos tentou se impor diante de sua torcida. Teve alguns minutos de pressão, mas não conseguiu traduzir a posse de bola em chances claras. O Vasco, paciente, soube esperar os erros do adversário e encontrou espaços para contra-atacar.
O gol de Lucas Piton, após cruzamento preciso de Nuno Moreira, abriu o caminho da vitória ainda antes do intervalo. A partir dali, o Santos se mostrou nervoso e vulnerável, enquanto o Vasco cresceu em confiança.
Entre os melhores momentos da primeira etapa, três lances chamaram a atenção e ajudaram a construir o cenário do massacre:
Com isso, o primeiro tempo terminou em vantagem para o Vasco, deixando claro que o roteiro poderia ser desastroso para o Santos.
A etapa final foi marcada por uma avalanche ofensiva do Vasco, que não deu qualquer espaço ao Santos. Logo no início, David marcou um golaço em cruzamento de Lucas Piton, ampliando a vantagem e iniciando o colapso santista.
Pouco depois, Coutinho aproveitou um erro na saída de bola e fez o terceiro. Rayan não demorou para deixar sua marca em cobrança firme, antes de Coutinho anotar novamente o quinto. Para coroar a noite, Tchê Tchê fechou o placar com categoria.
O Santos até tentou reagir com Guilherme e Barreal, mas não conseguiu superar a marcação vascaína. O domínio foi tão grande que a torcida do Peixe, em protesto, virou de costas para o campo aos 26 minutos.
O jogo também foi movimentado fora dos gols. O árbitro Ramon Abatti Abel distribuiu três cartões amarelos, sendo dois para o Vasco e um para o Santos, o que reflete a tensão da partida. Neymar foi advertido por reclamação, enquanto Jair e Tchê Tchê receberam cartões por faltas mais duras.
As substituições mostraram as tentativas frustradas de Fernando Diniz de mudar o rumo da partida. Entradas de Luca Meirelles, Rollheiser e Escobar não surtiram efeito diante de um Vasco seguro e que também mexeu para manter o ritmo intenso.
A disciplina foi um reflexo do descontrole do Santos e da intensidade do Vasco, que soube administrar os momentos em que precisou se defender.
Com a derrota, o Santos se vê em situação complicada na tabela. O time precisa reagir rapidamente para não se aproximar ainda mais da zona de rebaixamento. A pressão sobre Neymar e os reforços é grande, e a cobrança da torcida tende a aumentar nos próximos jogos.
O Vasco, por sua vez, conquista moral e confiança. A vitória expressiva dá ânimo ao elenco e pode ser um divisor de águas na luta contra a degola. A torcida, que tanto cobrava, agora ganha um respiro de esperança.
As próximas rodadas do Campeonato Brasileiro serão decisivas para ambos. O Santos terá compromissos difíceis e precisará se reorganizar, enquanto o Vasco encara a chance de sair da zona da confusão se mantiver o mesmo nível de atuação.
O futuro imediato aponta para pressão e cobrança de um lado, e para confiança e expectativa de recuperação do outro. Santos e Vasco seguem com caminhos opostos após uma das partidas mais marcantes do Brasileirão 2025.
Fonte: Ge.
