O Met Gala 2025 se consolidou como um dos mais politizados e esteticamente marcantes da última década. Com o tema “Superfine: Tailoring Black Style”, o evento ocupou o Metropolitan Museum of Art, em Nova York, com looks que reverenciaram a alfaiataria negra e sua importância na construção de identidades afro-diaspóricas.
Pontos Principais:


A exposição que deu origem ao tema do ano mergulha na figura do “dândi negro”, um arquétipo estilístico que transforma a vestimenta em afirmação cultural, resistência e sofisticação. O baile deste ano foi o primeiro desde 2003 a focar exclusivamente em moda masculina — e muitos artistas fizeram disso um manifesto.
Rihanna, uma das figuras mais aguardadas da noite, confirmou a terceira gravidez com um look Marc Jacobs dramático e elegante. Acompanhada de A$AP Rocky, coanfitrião do evento, a artista reafirmou seu status como ícone da moda e da maternidade no show business.
Entre os homens, Colman Domingo foi a síntese perfeita do tema. Usando uma capa azul real da Valentino em homenagem a Andre Leon Talley, ele revelou por baixo um terno sob medida, decorado com flores e bolinhas, assinado por Thom Browne. Seu look duplo foi um dos mais aclamados da noite.
Zendaya, conhecida por sua consistência fashion, desfilou em um terno branco Louis Vuitton com chapéu de abas largas. A simplicidade calculada da peça ganhou intensidade com detalhes vermelhos nas unhas, criando contraste visual e equilíbrio com a formalidade do corte.
Kim Kardashian apostou em um look justo da Chrome Hearts feito de couro preto e completado com diamantes. A estrela de reality show já é veterana no evento e mostrou, mais uma vez, que sabe equilibrar impacto visual e branding pessoal.
Diana Ross reapareceu no evento após 22 anos e encantou com um vestido branco com penas e cauda bordada com os nomes dos filhos e netos. A presença da lenda da música foi marcada por emoção e uma homenagem direta à ancestralidade.
Emma Chamberlain, influenciadora de moda digital, combinou alfaiataria com frescor jovem, apostando em um vestido sem costas da Courrèges e corte de cabelo pixie espetado, traduzindo bem o espírito contemporâneo da moda.
Bad Bunny e Barry Keoghan também ganharam destaque com peças de grifes como Prada e Valentino, incorporando referências culturais e detalhes bordados. Já Doechii levou o branding a um novo nível ao estampar o logo da Louis Vuitton no rosto.
Combinando performance visual, crítica cultural e representação, o Met Gala 2025 provou que moda é discurso. Em tempos de polarização, o evento usou o luxo e a criatividade como forma de reivindicação e memória.
Fonte: Correiobraziliense, Revistaquem, Sbtnews e Bbc.