
O Resultado da Quina elevou o prêmio para R$ 9.000.000 e colocou o vencedor no patamar de comprar um Porsche 911 Turbo S sem financiamento.
O concurso 6935 não teve acertador das cinco dezenas, que foram 05, 07, 33, 58 e 64, e o valor acumulado passou a permitir uma operação rara no mercado brasileiro: adquirir um superesportivo de mais de dois milhões de reais sem recorrer a crédito bancário. O próximo sorteio, o concurso 6936, está marcado para 24/01/2026, às 21h.
No ambiente atual de juros elevados, em que a compra de veículos médios já depende de prazos longos e parcelas altas, um prêmio nessa faixa rompe a lógica do financiamento. O dinheiro passa a ditar as condições. Em vez de discutir taxa, o comprador discute entrega, configuração e disponibilidade em estoque.
Dentro do mercado de superesportivos no Brasil, o Porsche 911 Turbo S é um dos modelos que melhor traduz esse salto de patamar. Com motor boxer biturbo de 650 cv, tração integral e aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 2,7 segundos, é um carro que reúne desempenho extremo e imagem consolidada. Não é um objeto exótico de nicho fechado. É um modelo com liquidez e demanda constantes entre compradores de alto padrão.
O preço de referência gira em torno de R$ 2.300.000. Em um prêmio de R$ 9 milhões, isso significa comprar o carro à vista e ainda manter ampla folga de caixa para impostos, seguro e custos recorrentes.
Mesmo com o veículo quitado, o proprietário enfrenta as despesas mais pesadas do segmento: IPVA e Seguro Auto. São valores elevados em termos absolutos, mas que perdem peso quando comparados ao montante do prêmio.
Modelo Porsche 911 Turbo S Preço de referência R$ 2.300.000 IPVA (3,5%) R$ 80.500 ao ano Seguro Auto médio cerca de R$ 120.000 por anoA soma de imposto e seguro supera duzentos mil reais por ano. Para a maioria dos compradores, isso inviabiliza a posse. Para quem recebe um prêmio de R$ 9 milhões, esse custo passa a ser administrativo, não estrutural.
Considerando aplicações conservadoras atreladas ao CDI, o valor equivalente ao preço do 911 Turbo S renderia mensalmente algo próximo de R$ 25.000. Esse rendimento cobre combustível, revisões, pneus, seguro e ainda preserva o capital principal. O carro deixa de consumir renda e passa a ser sustentado pelo próprio retorno financeiro do prêmio.
Esse é o ponto central da mudança de patamar. Não se trata apenas de comprar um bem caro, mas de manter o padrão sem comprometer o patrimônio. O superesportivo se transforma em ativo de uso, não em passivo financeiro.
O prêmio da Quina 6935 não representa apenas a chance de adquirir um carro de alto desempenho. Ele coloca o vencedor fora da lógica de crédito que domina o mercado automotivo brasileiro. A decisão deixa de ser “se cabe no orçamento” e passa a ser “qual versão está disponível”. Nesse nível, o dinheiro não serve apenas para comprar. Serve para definir as regras do jogo.
