Relatos de estrangeiros elogiando o SUS viralizam e expõem contraste global na saúde pública

Estrangeiros viralizam ao contar experiências no SUS, exaltando a rapidez e gratuidade do atendimento no Brasil. O impacto das histórias destaca diferenças com seus países de origem.
Publicado por Alan Correa em Saúde dia 6/08/2025

Mesmo com críticas internas, o SUS tem sido exaltado por estrangeiros que vivem ou visitam o Brasil. Relatos como o do jornalista americano Terrence McCoy, do Washington Post, viralizaram ao mostrar como foi rapidamente atendido, sem pagar nada, após um acidente em Paraty. Para quem vem de países com sistemas privados ou serviços públicos limitados, o acesso gratuito impressiona.

Pontos Principais:

  • Estrangeiros elogiam atendimento gratuito e ágil do SUS em relatos que viralizaram.
  • Casos reais mostram vacinação e consultas feitas sem cobrança nem burocracia.
  • Dados mostram mais de 1 milhão de atendimentos a estrangeiros desde 2022.
  • SUS atende todos em território brasileiro, sem exigir documentação específica.
  • Críticas internas se concentram no tempo de espera para especialistas e exames.

No TikTok, a influenciadora nigeriana Su Temitope compartilhou sua experiência em uma UBS no Brasil. Segundo ela, o atendimento gratuito foi algo surpreendente, considerando que até hospitais públicos na Nigéria são pagos. Temitope relatou que foi atendida mesmo em um dia cheio, com classificação de risco respeitada e, ao fim, recebeu remédios sem custo na farmácia popular.

Nick Whincup, britânico, também viralizou ao contar que tomou a vacina antirrábica no SUS após ser mordido por um cachorro de rua no Rio de Janeiro. Mesmo acostumado com o NHS, sistema de saúde pública do Reino Unido, ele se disse chocado com a rapidez do atendimento e a gentileza da equipe, que ainda falava inglês. Recebeu todas as orientações para continuar o tratamento mesmo viajando pelo país.

Esses relatos revelam uma realidade que passa despercebida por muitos brasileiros. Enquanto críticas ao tempo de espera são comuns, especialmente para consultas com especialistas ou exames complexos, para quem vem de fora, o simples fato de haver atendimento gratuito já é motivo de elogio. Dados oficiais apontam que, apenas entre 2022 e maio de 2025, mais de 1 milhão de atendimentos foram realizados pelo SUS a estrangeiros.

O Ministério da Saúde destaca que, por regra, o SUS atende qualquer pessoa em território nacional, sem exigir documentação específica. Isso inclui desde turistas e refugiados até moradores temporários. Em três anos, o investimento público nesses atendimentos superou R$ 480 milhões, com direito a vacinação, emergências e internações hospitalares.

Apesar das falhas, como filas e escassez de especialistas em algumas regiões, a percepção de quem vem de fora serve como alerta sobre o valor do sistema. Uma brasileira que sofreu mordida de macaco na Tailândia teve que gastar mais de R$ 4 mil para se vacinar, enfrentando dificuldades de atendimento mesmo no Japão. No Brasil, em contraste, a mesma vacina é oferecida gratuitamente, com ampla rede de cobertura.

Enquanto brasileiros da classe C apontam o tempo de espera como maior entrave, a maioria ainda reconhece a importância do SUS. Levantamento do Instituto Locomotiva mostra que 94% da população defende como prioridade a redução da espera por consultas e exames. Ainda assim, a percepção internacional funciona como um espelho — destacando tanto o que funciona, quanto os pontos a melhorar.

Fonte: Diariodocentrodomundo e Uol.

Alan Correa
Alan Correa
Sou jornalista desde 2014 (MTB: 0075964/SP), com foco em reportagens para jornais, blogs e sites de notícias. Escrevo com apuração rigorosa, clareza e compromisso com a informação. Apaixonado por tecnologia e carros.