O que fazer em Mairiporã em 1 dia? Fotos da cidade de Mairiporã mostram que o turismo é o forte da região

Enquanto a capital avança em urbanização, Mairiporã preserva trilhas, cachoeiras e áreas de mata atlântica que impulsionam o turismo ecológico e esportes como voo livre e escalada.
Publicado por Alan Correa em Viagem dia 13/06/2025

Mairiporã tem se consolidado como um dos principais destinos de turismo ecológico na Região Metropolitana de São Paulo. Localizada a menos de 40 km da capital, a cidade atrai visitantes em busca de contato com a natureza, clima ameno e atividades ao ar livre. Seu território montanhoso, coberto por remanescentes da Mata Atlântica, oferece uma alternativa de lazer em meio à vegetação nativa, com destaque para trilhas, cachoeiras, mirantes e áreas de preservação ambiental.

A vocação turística do município está diretamente ligada à sua geografia e à presença de recursos naturais protegidos. Parte da cidade está inserida no Parque Estadual da Cantareira, uma das maiores florestas urbanas do mundo, o que contribui para a manutenção da biodiversidade e da qualidade do ar. A combinação de relevo acidentado, rios e nascentes cria o cenário ideal para a prática de esportes como mountain bike, voo livre, caminhadas e escalada em rocha.

Além das atrações naturais, Mairiporã reúne opções culturais e gastronômicas que complementam a experiência do visitante. Restaurantes em áreas rurais, espaços com produtos artesanais e complexos como O Velhão oferecem vivências que mesclam lazer, memória e identidade local. Essa diversidade faz da cidade um destino para diferentes perfis de público, desde aventureiros até famílias em busca de tranquilidade nos fins de semana.

Pico do Olho D’Água

Localizado em um dos pontos mais altos da Serra da Cantareira, o Pico do Olho D’Água atinge aproximadamente 1.162 metros de altitude. O local se destaca por sua vista panorâmica da região de Mairiporã e é amplamente procurado por praticantes de esportes ao ar livre. A presença de trilhas naturais favorece atividades como caminhadas, corridas e escaladas moderadas.

A altitude e o relevo acentuado tornam o pico um local estratégico para a prática de voo livre, com decolagens frequentes de parapentes em dias de céu aberto. Grupos de ciclistas também frequentam a região, atraídos pela dificuldade técnica do percurso e pela natureza preservada ao redor. A região é acessível por estrada de terra e exige preparo físico dos visitantes.

Nos fins de semana, o fluxo de pessoas aumenta, especialmente nas primeiras horas do dia. A estrutura no topo é simples, sem instalações comerciais, o que exige planejamento prévio para alimentação e hidratação. A presença de mirantes improvisados permite contemplar o nascer do sol em diferentes períodos do ano, atraindo fotógrafos e entusiastas da natureza.

Além do uso recreativo, o Pico do Olho D’Água integra rotas de observação ambiental, com avistamento de aves e registros botânicos frequentes. As condições climáticas variam com a altitude, o que pode provocar mudanças súbitas no tempo. A conservação da área depende da atuação conjunta entre visitantes e órgãos públicos.

Represa de Mairiporã e Barragem Sete Quedas

A represa de Mairiporã e a barragem Sete Quedas compõem um sistema hídrico integrado à bacia do rio Juqueri, com importância estratégica para o abastecimento de água da Grande São Paulo. Essas áreas são também procuradas para lazer e atividades náuticas, atraindo visitantes em busca de esportes aquáticos e contemplação da paisagem.

Em períodos de estiagem, o nível da represa costuma baixar, mas isso não impede a presença de pescadores e praticantes de caiaque e stand up paddle. Há áreas reservadas para embarcações pequenas e alguns trechos de acesso controlado. A margem do reservatório abriga espécies de aves aquáticas, o que atrai observadores e fotógrafos.

A Barragem Sete Quedas funciona como ponto de interesse para quem aprecia quedas d’água, ainda que com menor volume nos meses secos. O acesso é possível por estradas vicinais que ligam bairros de Mairiporã ao entorno da barragem. O trajeto inclui trechos de mata fechada e pequenas comunidades ribeirinhas.

A presença de residências e sítios nas proximidades exige que o turismo seja feito com respeito às propriedades privadas e ao meio ambiente. A coleta de lixo e a sinalização são pontos que demandam atenção constante. A visita à represa pode ser combinada com roteiros que incluem cachoeiras e mirantes da região.

Cachoeira da Caceia e outras quedas d’água

A Cachoeira da Caceia é uma das mais conhecidas de Mairiporã, frequentemente mencionada em roteiros de turismo de natureza. O acesso é feito por trilha de dificuldade moderada, com trechos de mata fechada e travessias em terreno úmido. O percurso exige atenção, mas compensa com a paisagem e o som constante da água corrente.

Outras cachoeiras da região permanecem pouco exploradas, com acesso restrito ou sob responsabilidade de propriedades particulares. Essas quedas d’água geralmente estão em áreas de proteção, e o acesso requer autorização prévia ou visitas guiadas. Em algumas, é possível tomar banho, sempre com atenção à correnteza e às pedras escorregadias.

Durante os fins de semana e feriados prolongados, a procura pelas cachoeiras aumenta, o que pode gerar acúmulo de lixo e degradação do entorno. Iniciativas comunitárias de preservação e campanhas de conscientização têm buscado minimizar os impactos da presença humana nessas áreas naturais.

O potencial turístico das cachoeiras ainda é subaproveitado em termos de infraestrutura. A instalação de pontos de apoio e sinalização adequada poderia facilitar o acesso seguro, sem comprometer o equilíbrio ambiental. A conservação depende diretamente do comportamento dos visitantes e da gestão pública ambiental.

Pedreira Mantiqueira e a Estrada Velha de Bragança

A Pedreira Mantiqueira é uma antiga área de extração de rochas transformada em local de prática esportiva. Com paredões verticais e trilhas de acesso, a pedreira se tornou ponto de encontro para praticantes de escalada e rapel. As características do terreno favorecem treinos técnicos e iniciantes costumam frequentar o local com monitores especializados.

A área ao redor da pedreira apresenta vegetação secundária e caminhos que permitem caminhadas com vistas para o vale. A conservação da encosta exige cuidado com o uso dos equipamentos de segurança e respeito aos limites demarcados. Embora ainda sem estrutura formal de recepção, há sinalização básica e acesso por via de terra.

Já a Estrada Velha de Bragança, que liga Mairiporã a Bragança Paulista, é um caminho histórico usado desde o período colonial. A via é considerada rota alternativa à Fernão Dias e oferece uma experiência de viagem por paisagens serranas e remanescentes florestais. O trajeto é procurado tanto por motociclistas quanto por ciclistas.

A estrada é cercada por lendas e histórias locais, como narrativas de antigos viajantes e tropeiros. Em alguns trechos, há ruínas de construções históricas e capelas. A ausência de pavimentação e a presença de curvas fechadas tornam a viagem um desafio em dias de chuva, mas reforçam seu caráter cênico e histórico.

Fonte: Wikipedia.

Alan Correa
Alan Correa
Sou jornalista desde 2014 (MTB: 0075964/SP), com foco em reportagens para jornais, blogs e sites de notícias. Escrevo com apuração rigorosa, clareza e compromisso com a informação. Apaixonado por tecnologia e carros.