O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) estabeleceu um grupo de trabalho (GT) com o objetivo de acompanhar as medidas ambientais previstas no plano de ação do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento à Desassistência Sanitária das Populações em Território Yanomami. A decisão foi divulgada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (3) e entrará em vigor em 7 de julho.
Denominado GT Yanomami, o grupo terá uma duração de um ano e será composto por doze membros, igualmente divididos entre titulares e suplentes do serviço público federal, representando órgãos ambientais, comunidades tradicionais e desenvolvimento rural.

De acordo com a Polícia Federal, as ações implementadas em 2023 resultaram em uma drástica redução no número de alertas de garimpo ilegal no Território Yanomami em comparação com anos anteriores, desde o início do monitoramento da região em agosto de 2020.
As Forças Armadas também informaram que a intensificação das ações de combate aos crimes ambientais na região resultou em uma diminuição de 90% nos voos clandestinos na Terra Indígena Yanomami. No entanto, uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz revelou a presença de mercúrio em indígenas e peixes dos rios do território indígena.
As reuniões do GT Yanomami ocorrerão quinzenalmente, com um mínimo de três membros presentes, podendo participar presencialmente em Brasília ou por videoconferência.
A secretaria-executiva do MMA conduzirá os trabalhos e fornecerá apoio técnico e administrativo para as reuniões. O órgão poderá também convidar especialistas e técnicos do próprio ministério, além de outros órgãos e entidades públicas e privadas, para participar das reuniões.
*Com informações da Agência Brasil.
