Lula defendeu a regulação das redes sociais durante seu discurso na Unesco

Na manhã de quarta-feira (22), durante o evento "Internet for Trust" em Paris, França, o presidente Lula (PT) entregou uma carta à Unesco em que defende a regulação das redes sociais como forma de combater discursos de ódio e a disseminação de notícias falsas. O objetivo do evento é debater ameaças à integridade da informação e à liberdade de expressão.
Publicado por Alan Correa em Tecnologia dia 23/02/2023

Na manhã de quarta-feira (22), durante o evento “Internet for Trust” em Paris, França, o presidente Lula (PT) entregou uma carta à Unesco em que defende a regulação das redes sociais como forma de combater discursos de ódio e a disseminação de notícias falsas. O objetivo do evento é debater ameaças à integridade da informação e à liberdade de expressão.

De acordo com a carta entregue à Unesco pelo presidente do Brasil, as plataformas digitais tornaram-se essenciais para as pessoas, criando novas formas de relacionamento e consumo. O chefe do Executivo argumenta que essas ferramentas promoveram o desenvolvimento e disseminaram o conhecimento.

Carta  encaminhada para a abertura da conferência 'Internet for trust', da UNESCO (reprodução / Twitter)
Carta encaminhada para a abertura da conferência ‘Internet for trust’, da UNESCO (reprodução / Twitter)

No entanto, o presidente Lula ressaltou que o ambiente digital está monopolizado e que a falta de regulação tem causado prejuízos ao mundo. Ele aponta que, além de promover o desenvolvimento e disseminar conhecimento, o ambiente digital também trouxe riscos à democracia, à convivência pacífica entre as pessoas e à saúde pública. A disseminação de desinformação durante a pandemia, segundo Lula, contribuiu para milhares de mortes. Além disso, os discursos de ódio afetam diariamente as pessoas, principalmente as mais vulneráveis da sociedade.

O presidente Lula também criticou o fato de que os benefícios das redes sociais não são distribuídos igualmente, o que acaba gerando desigualdade social. Além disso, ele aponta que as plataformas de comunicação são responsáveis em casos como os ataques antidemocráticos às sedes dos três Poderes ocorridos em 8 de janeiro de 2023.

“Em grande medida, essa campanha [antidemocrática] foi gestada, organizada e difundida por meio das diversas plataformas digitais e aplicativos de mensagens. Repetiu o mesmo método que já tinha gerado atos de violência em outros lugares do mundo. Isso tem que parar”.

*Com informações do Twitter e Tecmundo.

Alan Correa
Alan Correa
Sou jornalista desde 2014 (MTB: 0075964/SP), com foco em reportagens para jornais, blogs e sites de notícias. Escrevo com apuração rigorosa, clareza e compromisso com a informação. Apaixonado por tecnologia e carros.