Jetpack subaquático de US$ 30 mil oferece sensação de voo e já conquistou donos de superiates

Não foi em laboratório nem em grandes centros de inovação: a ideia surgiu nas férias de um estudante em 2017. Archie O’Brien, ainda universitário, criou um jetpack subaquático que hoje custa cerca de R$ 164 mil e já é usado por milionários em superiates. Chamado de CudaJet, o equipamento atinge até 3 m/s e permite a sensação de "voar" debaixo d’água. Produzido sob encomenda, o produto une design, potência e adrenalina — mas exige técnica e controle da respiração.
Publicado por Maria Eduarda Peres em Onde Assistir dia 8/08/2025

A busca por experiências inéditas e exclusivas tem levado a indústria da inovação a explorar até mesmo o fundo do mar. Entre os lançamentos mais inusitados dos últimos anos está o CudaJet, um jetpack subaquático que promete a sensação de voar debaixo d’água. Vendido por cerca de US$ 30 mil, o equipamento já virou objeto de desejo de entusiastas do mergulho e donos de superiates ao redor do mundo.

Pontos Principais:

  • CudaJet é um jetpack subaquático que simula voo debaixo d’água a até 3 m/s.
  • O equipamento custa cerca de R$ 164 mil e tem autonomia de 90 minutos.
  • Criado por Archie O’Brien, o projeto começou durante férias na Tailândia em 2017.
  • Exige técnica para prender a respiração, mas já foi adotado por donos de superiates.

O dispositivo permite que o usuário se desloque na água a uma velocidade de até 3 metros por segundo, com uma autonomia de 90 minutos. No entanto, por não estar conectado a cilindros de oxigênio, o tempo submerso depende da capacidade pulmonar de quem o utiliza. A proposta é oferecer uma experiência de imersão total em um ambiente tridimensional, que simula a leveza do voo.

Um estudante britânico teve a ideia do CudaJet durante férias na Tailândia. Hoje, o jetpack subaquático custa R$ 164 mil e já chegou a superiates de luxo.
Um estudante britânico teve a ideia do CudaJet durante férias na Tailândia. Hoje, o jetpack subaquático custa R$ 164 mil e já chegou a superiates de luxo.

O criador do CudaJet é o britânico Archie O’Brien, que teve a ideia enquanto praticava mergulho livre em Koh Tao, na Tailândia, em 2017. Na época, ele era estudante de design de produtos na Universidade de Loughborough. O protótipo inicial foi construído com fita adesiva e materiais improvisados. A partir dali, O’Brien dedicou mais de 30 mil horas ao desenvolvimento da versão final.

O design do CudaJet combina um propulsor leve acoplado a um colete e um controle manual. O equipamento é produzido sob encomenda, com prazo médio de três meses para entrega. Desde o lançamento comercial em 2023, quase 100 unidades já foram vendidas, segundo a empresa responsável. Muitos compradores são proprietários de embarcações de luxo, interessados em oferecer novas experiências a bordo.

Apesar de ser uma inovação de ponta, o uso do jetpack exige conhecimentos técnicos. O usuário precisa saber equalizar os ouvidos, controlar a respiração, acompanhar o tempo de bateria e armazenar o dispositivo em temperatura adequada. As instruções de segurança são rigorosas, como em qualquer atividade aquática extrema.

Com autonomia de 90 minutos e velocidade de 3 m/s, o jetpack permite uma experiência tridimensional no oceano, mas exige controle respiratório e técnica de mergulho.
Com autonomia de 90 minutos e velocidade de 3 m/s, o jetpack permite uma experiência tridimensional no oceano, mas exige controle respiratório e técnica de mergulho.

No mercado de aventura aquática, o CudaJet se destaca por combinar potência, autonomia e portabilidade. Outros dispositivos similares, como motores acopláveis ou propulsores manuais, não entregam o mesmo desempenho. Jet skis, por exemplo, oferecem propulsão forte, mas não podem ser usados com liberdade corporal total e exigem embarcações.

O mercado, contudo, já começa a receber concorrência. O XiaoTun, projeto desenvolvido por uma equipe em Hong Kong, é um modelo similar que busca financiamento no Kickstarter. O mergulhador Dom Robinson, conhecido no YouTube pelo canal Deep Wreck Diver, testou a versão e publicou impressões sobre os desafios do uso por iniciantes.

Segundo Robinson, embora o jetpack seja divertido, a maioria das pessoas encontra dificuldade para alcançar a fluidez exibida nos vídeos promocionais. O equipamento só funciona totalmente submerso, o que exige uma técnica específica de mergulho em curva. Além disso, manter a respiração controlada durante o uso é uma barreira para usuários pouco experientes.

Mesmo com esses desafios, o apelo do CudaJet está justamente na exclusividade e na promessa de uma experiência sensorial rara. A possibilidade de flutuar no mar com autonomia e leveza remete ao sonho antigo do ser humano de voar — agora adaptado às profundezas oceânicas.

A tecnologia do CudaJet aponta para um futuro em que luxo, adrenalina e design se encontram. É um equipamento de nicho, pensado para quem já viu de tudo e busca a próxima fronteira da aventura. E por enquanto, essa fronteira se encontra debaixo d’água.

Fonte: CNN, Msn e Uol.

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