Mesmo sem usar palavras, os gatos têm muito a dizer — especialmente quando algo não vai bem. Uma mudança no olhar, um comportamento fora do habitual ou até o silêncio podem ser sinais de que o seu pet está sob estresse. E ignorar isso é negligenciar sua saúde física e emocional.
Pontos Principais:

O estresse em gatos é mais comum do que muitos imaginam. Por serem territorialistas e sensíveis a mudanças, esses animais reagem fortemente a alterações em sua rotina ou ambiente. Uma simples troca de areia sanitária pode ser suficiente para desencadear um estado de tensão.
De acordo com a veterinária Júlia, da rede Petz, o estresse pode surgir de fatores físicos, como pulgas e verminoses, ou ambientais, como reformas em casa ou troca de móveis. Até o banho, em gatos não acostumados, é um evento traumático.
Entre os sinais mais comuns estão perda de apetite, vômito, diarreia, agressividade, vocalização em excesso e lambedura compulsiva. Cada comportamento isolado já merece atenção, mas juntos eles exigem ação imediata.
A apatia e o isolamento são outros indicativos claros. Um gato normalmente ativo que passa o dia escondido está enviando uma mensagem de alerta. Esses sinais não devem ser confundidos com preguiça ou “manha”.
Ignorar o estresse pode desencadear doenças graves, como cistite idiopática e problemas gastrointestinais. O sistema imunológico também enfraquece, tornando o pet vulnerável a infecções e alergias.
O primeiro passo para reverter o quadro é buscar orientação veterinária. Somente o profissional poderá avaliar se há uma condição clínica associada ao estresse e indicar o tratamento adequado.
Em casos mais leves, o uso de feromônios sintéticos e catnip pode ajudar. Mas a mudança precisa ser também ambiental: enriquecer o espaço com brinquedos, manter a caixa de areia limpa e garantir momentos de silêncio e segurança são medidas essenciais.
Gatos são silenciosos, mas não são invisíveis. O tutor atento é capaz de reconhecer os sinais e agir com empatia. O bem-estar do felino depende de um ambiente equilibrado — e do carinho de quem o acompanha.
Cuidar do emocional do seu gato é tão importante quanto alimentá-lo. Ao respeitar seus limites, entender suas necessidades e agir diante de mudanças de comportamento, você garante não só a saúde, mas também a felicidade do seu companheiro.
Fonte: iG, Royalcanin, Farmina, Patasdacasa, Petlove e Petz.