Estudo revela, 71% dos professores sofrem com estresse

De acordo com um estudo, 71% dos professores estão sofrendo com níveis elevados de estresse.
Publicado em Educação dia 28/04/2023 por Alan Corrêa

Uma pesquisa encomendada por entidades como Todos Pela Educação, Itaú Social, Instituto Península e Profissão Docente e realizada pelo Ipec com 6.775 professores de escolas públicas municipais e estaduais de todo o Brasil entre julho e dezembro de 2022 mostrou que pelo menos 71% desses profissionais estão sofrendo com estresse devido à sobrecarga de trabalho.

De acordo com a pesquisa, entre as dez medidas relacionadas, o apoio psicológico é a principal preocupação dos professores, sendo mencionado por 18% dos entrevistados, o que supera a demanda por aumento salarial dos profissionais, citada por 17%.

De acordo com um estudo, 71% dos professores estão sofrendo com níveis elevados de estresse (Marcello Casal jr/Agência Brasil)
De acordo com um estudo, 71% dos professores estão sofrendo com níveis elevados de estresse (Marcello Casal jr/Agência Brasil)

“Outro aspecto que nos chamou atenção é uma opinião [dos professores] de que a gestão educacional deveria priorizar, nos próximos dois anos, o apoio psicológico a estudantes e docentes”, afirma a pesquisadora Esmeralda Macana, especialista em desenvolvimento e soluções do Itaú Social.

Cenário complicado

Esmeralda Macana avalia que o cenário é muito complicado nesse período de pós-pandemia.

“Estamos nesse desafio de dar conta de recuperar essa aprendizagem e poder engajar os estudantes em todo o processo”.

De acordo com a pesquisadora em desenvolvimento humano, os professores destacaram que um dos desafios que enfrentam é a falta de engajamento dos alunos na escola, conforme mencionado por 31% dos docentes consultados. Além disso, 28% dos professores apontaram a defasagem no aprendizado dos alunos como outra questão crítica.

A pesquisadora prevê que essa situação irá persistir por algum tempo, em decorrência dos efeitos das crises sanitária e social.

“Isso gera necessidade de inovar as estratégias pedagógicas para acelerar o processo de aprendizagem”.

Observa-se que muitos estudantes retornaram ao ensino presencial apresentando dificuldades em habilidades básicas, como alfabetização, bem como em áreas fundamentais do currículo, como língua portuguesa e matemática.

*Com informações da Agência Brasil e Estadão.