Você já fez um origami? Sim, aquelas dobraduras que podemos fazer com uma folha de papel desde um simples barco até mesmo um avião ou pássaros.
Tenho total certeza que já, ou ao menos chegou a tentar! Mas você pode imaginar que o futuro dos robôs no mundo pode estar associado ao origami? Pois é, quase não dá para acreditar, mas aquelas simples dobraduras quando associadas com a robótica podem revolucionar tudo o que conhecemos sobre esse mundo que todos dão como o presente e o futuro da humanidade.
Por que os robôs têm que ter a aparência exata de um humano? Com olhos, boca, braços e pernas? Você já parou para pensar qual a razão da grande parte dos robôs serem construídos dessa forma?
A especialista em robótica canadense Jamie Paik decidiu tentar entender melhor qual a razão dos robôs se parecerem exatamente como nós humanos e não de alguma outra forma. E acredite, foi assistindo Transformers onde a mesma tece sua brilhante ideia.
“Eles dirigem, correm, voam, tudo depende do novo ambiente e da tarefa iminente em constante mudança. Para tornar isso uma realidade, precisamos realmente repensar a forma como os robôs foram projetados”, disse Paik.
Foi então que, pensando nisso e levando em consideração que a partir de qualquer superfície 2D é possível criar uma superfície 3D, foi idealizado o origami robotizado, ou simplesmente “roborigami”.
Os robogamis nada mais são do que superfícies poligonais que podem ser moldadas conforme a função que precisem exercer. Nada de mãos, pernas ou qualquer tipo de aparência humana, simplesmente algo plano completamente moldável da mesma forma que um origami.
“O maior desafio técnico do robogami é mante-lo superfino, flexível, mas ainda assim funcional. Eles são compostos de múltiplas camadas de circuitos, motores, microcontroladores e sensores, tudo em um único corpo e, quando controlamos articulações individuais dobráveis, conseguiremos alcançar movimentos suaves ao nosso comando”, explica a doutura pela Universidade Nacional de Seul.
No geral, os robogamis não tem apenas uma tarefa, afinal os mesmos podem se moldar para realizar as mais diversas tarefas, diferente dos robôs convencionais que são projetados para sempre fazerem a mesma tarefa repetidamente.
Hoje, os robogamis tem o incentivo da Agência Espacial Europeia e do Swiss Space Center para ajudarem a serem desenvolvidos em missões espaciais como uma espécie de “terceiro braço”, ajudando a reconhecer tanto a textura quando a dureza dos objetos que os mesmos envolvem.
Para se ter uma ideia, Jamie Paik fez um experimento ao vivo em uma palestra demonstrando a funcionalidade em uma imagem do organismo do ser humano, mostrando que o robogami identifica desde as partes mais macias, as mais duras ou até mesmo simula o movimento de algo em movimento, como foi o caso do coração durante a apresentação.
“Isto pode estar dentro do seu bolso quando estamos fazendo compras on-line. Agora conseguimos sentir a diferença do suéter que estamos comprando, o quão macio ele é, se é, na verdade, caxemira ou não, ou até mesmo o pão que estamos tentando comprar o quanto crocante e duro ele é.”, concluiu Jamie.
