Desculpa, mas Starfield não me agradou

Meus amigos gamers, segurem suas poltronas espaciais, porque hoje vou compartilhar com vocês a minha experiência galáctica com "Starfield". Como um jogador dedicado, eu estava ansioso para embarcar nesta odisseia interplanetária da Bethesda. Mas, oh, como as estrelas brilharam fracamente nesta aventura!
Publicado em Tecnologia dia 3/09/2023 por Alan Corrêa

Meus amigos gamers, segurem suas poltronas espaciais, porque hoje vou compartilhar com vocês a minha experiência galáctica com “Starfield”.

Como um jogador dedicado, eu estava ansioso para embarcar nesta odisseia interplanetária da Bethesda. Mas, oh, como as estrelas brilharam fracamente nesta aventura!

A Jornada Começa… Com um Cochilo

Starfield: Aventuras nas Estrelas ou Soneca Cósmica?
Starfield: Aventuras nas Estrelas ou Soneca Cósmica?

Por volta das 15 horas de gameplay, já estava com a barba por fazer e uma leve dor nas costas. Não é todo dia que você tem a chance de explorar um universo tão vasto, certo? Bem, pelo menos foi o que pensei até então. O jogo não parecia muito interessante, e eu estava prestes a pedir para o Capitão Kirk me resgatar da chatice intergaláctica.

Um Cassino Espacial para Animar a Festa!

Mas então, finalmente, uma luz no fim do túnel! Uma estação espacial abandonada, um antigo cassino agora invadido por piratas espaciais. Uma missão que valia a pena, certo? Pelo menos foi o que eu esperava… Ansiosamente, embarquei na estação, esperando encontrar algo no estilo “Fallout: New Vegas”, ou talvez um toque da magia de “Skyrim”. Mas, em vez disso, encontrei inimigos idênticos aos que já tinha visto um bilhão de vezes, algumas armas, um registro sobre um cassino fracassado e… só isso.

O Espaço, a Última Fronteira… de Viagem Rápida!

Com cerca de 30 horas de jogo para esta resenha, posso dizer que minha lista de desilusões se acumulou mais rápido do que lixo espacial em órbita. De robôs gigantes que você só pode admirar, a veículos que você só pode entrar para fingir que está fazendo um pit stop, “Starfield” realmente parece ter dificuldade em nos dar o que queremos.

Em um Universo Gigantesco, o Tédio é a Única Constante

“Starfield” se passa no ano de 2330, quando a humanidade se cansou da Terra e decidiu colonizar um monte de sistemas solares por aí. Você começa a jornada como um minerador em um planeta remoto que ninguém quer visitar nem mesmo nas férias. Mas a coisa fica interessante quando você encontra um artefato alienígena, chama a atenção da organização de exploradores espaciais conhecida como A Constelação e, voilà, você ganha uma nave. Que emprego fácil, certo?

Pontos Positivos: A Beleza e o Combate Espacial

Vamos dar um tempinho para os pontos positivos, porque “Starfield” não é só desgraça. Os gráficos são lindos, com poucos bugs (uma raridade nos dias de hoje) e o combate é acelerado e empolgante. Você pode alternar entre a visão em primeira e terceira pessoa, e a variedade de itens é de impressionar (mesmo que isso signifique passar horas nos menus de inventário, como em todos os bons RPGs).

No espaço, o combate com a nave é ainda mais alucinante, com uma curva de aprendizado que exige que você gerencie todas as parafernálias da nave, como armas, escudos e motores, para sair vitorioso.

Mas Espere… Não é “Star Wars”?

No entanto, apesar de toda a empolgação no espaço, eu não passei tanto tempo assim nele. Afinal, o mundo aberto é gigantesco: cem sistemas solares e mais de mil planetas, de acordo com a Bethesda. Mas, infelizmente, você vai percorrer todos esses sistemas solares de maneira bastante… previsível. A principal maneira de se locomover é através da boa e velha “viagem rápida”. Pule de um sistema solar para outro em um piscar de olhos. Mas quando você pousa em um planeta, esqueça carros voadores ou transportadores interestelares. Correr ou usar uma mochila propulsora bastante limitada são as suas únicas opções.

Missões, Missões e Mais Missões… Igualzinhas!

As missões também têm seu próprio ponto de partida nas estrelas, ou melhor, na mesmice. Muitas delas são o tipo de tarefa que lota RPGs de mundo aberto de menor qualidade: viaje até esse lugar, busque esse item, converse com essa pessoa, e pronto. A história principal, pelo menos no começo, consiste em buscar mais artefatos alienígenas como o primeiro que você encontrou. Mas é difícil se importar com os seus companheiros exploradores, que têm personalidades tão profundas quanto um poço de poções de cura.

A Caçada às Joias Perdidas

Claro, há algumas missões brilhantes escondidas nas entranhas deste jogo espacial. Uma delas me colocou na pele de um agente duplo infiltrado em um grupo de piratas, e outra me fez investigar um ataque de alienígenas violentos em uma comunidade isolada. Mas, mesmo nesses melhores momentos, foi difícil afastar a sensação de que eu poderia estar jogando um jogo em que não fosse preciso me esforçar tanto para me divertir.

Conclusão: Um Buraco Negro nas Expectativas?

Então, caros leitores, o veredito é que “Starfield” pode não ser a aventura espacial que muitos de nós esperávamos. A Bethesda trouxe sua fórmula tradicional de mundo aberto, mas parece que a escala colossal do jogo não trouxe consigo a riqueza de detalhes e a variedade de experiências que esperávamos encontrar em um universo tão vasto.

No final, “Starfield” é uma viagem ao espaço que pode ter nos deixado um pouco zonzos com a repetição e falta de brilho. No entanto, o espaço é vasto, e ainda pode haver segredos galácticos a serem descobertos. Se você gosta de belos gráficos, combate espacial acelerado e não se importa com algumas missões genéricas, talvez “Starfield” seja a sua xícara de chá, ou melhor, sua garrafa de oxigênio no vácuo do espaço.

Eu, por outro lado, estou pronto para desbravar novos mundos em busca de uma aventura que me prenda de verdade. Até lá, vou dar uma pausa e fazer uma visita à minha boa e velha Terra virtual em “Skyrim.” Afinal, lá pelo menos eu posso atravessar montanhas de dragão, e não apenas correr por elas.