Cotação do dólar cai e bolsa sobe com aprovação do novo Arcabouço Fiscal

Após a aprovação definitiva do novo arcabouço fiscal, os mercados financeiros experimentaram um dia de otimismo no Brasil.
Publicado por Alan Correa em Notícias dia 23/08/2023

Após a aprovação definitiva do novo arcabouço fiscal, o mercado financeiro experimentou um dia de otimismo. O dólar registrou uma significativa queda e encerrou o dia com o menor valor em 22 dias, enquanto a bolsa de valores teve um aumento expressivo, alcançando o seu patamar mais alto em duas semanas.

No fechamento desta quarta-feira (23), o dólar comercial foi negociado a R$ 4,855, exibindo uma queda de R$ 0,085 (-1,73%). Durante todo o dia, a moeda operou em baixa e encerrou próximo aos níveis mínimos da sessão.

Após a aprovação definitiva do novo arcabouço fiscal, os mercados financeiros experimentaram um dia de otimismo no Brasil.
Após a aprovação definitiva do novo arcabouço fiscal, os mercados financeiros experimentaram um dia de otimismo no Brasil.

Este valor representa a cotação mais baixa do dólar desde 2 de agosto, quando havia fechado a R$ 4,80. Com o desempenho registrado hoje, a moeda norte-americana acumulou um aumento de 2,64% em agosto, mas, no decorrer de 2023, apresentou uma redução de 8,05%.

O mercado de ações também se beneficiou no dia, com o índice Ibovespa da B3 encerrando em 118.135 pontos, o que representou um avanço de 1,7%. Mantendo a trajetória ascendente pelo segundo dia consecutivo, esse indicador atingiu o nível mais alto desde o último dia 10. Setores de petróleo, mineração, instituições bancárias e empresas de energia se destacaram nas altas do dia.

Tanto fatores internos quanto externos tiveram influência sobre essa movimentação do mercado. No âmbito nacional, a reação positiva do mercado à aprovação do novo arcabouço fiscal foi notável. A expectativa é de que a conclusão da votação desbloqueie a agenda econômica do governo no Congresso.

No cenário internacional, a queda do dólar também foi impulsionada pela divulgação de dados que revelaram o crescimento mais baixo das empresas desde fevereiro. Esses números diminuem as probabilidades de o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) aumentar as taxas de juros antes do final do ano.

Alan Correa
Alan Correa
Sou jornalista desde 2014 (MTB: 0075964/SP), com foco em reportagens para jornais, blogs e sites de notícias. Escrevo com apuração rigorosa, clareza e compromisso com a informação. Apaixonado por tecnologia e carros.