Conteúdos sobre vapes devem ser removidos em até 48 horas por YouTube, Instagram, TikTok, Enjoei e Mercado Livre

O governo brasileiro determinou que Instagram, YouTube, TikTok, Mercado Livre e Enjoei retirem do ar mais de 1.800 anúncios e publicações sobre cigarros eletrônicos, que seguem proibidos no país desde 2009. A Senacon notificou as plataformas e exigiu reforço nos mecanismos de controle. A medida foi motivada por um levantamento do CNCP e pode resultar em multas. A ação visa conter a ampla exposição e comercialização irregular desses produtos, que afetam diretamente a saúde pública.
Publicado por Alan Correa em Brasil, Saúde e Tecnologia dia 1/05/2025

A comercialização e promoção de cigarros eletrônicos nas plataformas digitais voltou ao centro das atenções com uma ação firme do governo federal. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, notificou empresas como Instagram, YouTube, TikTok, Mercado Livre e Enjoei para que excluam conteúdos e anúncios sobre vapes em um prazo de até 48 horas. A medida atinge também qualquer publicação relacionada a outros produtos derivados do tabaco cuja venda é proibida no Brasil.

Pontos Principais:

  • Governo notificou cinco plataformas para excluir conteúdos sobre vapes.
  • Instagram concentra 1,6 mil das 1.822 páginas identificadas com anúncios ilegais.
  • Venda de cigarros eletrônicos é proibida no Brasil desde 2009, segundo a Anvisa.
  • Empresas podem sofrer sanções e multas se não cumprirem o prazo de 48 horas.
  • Estudos indicam que vapes causam sérios danos à saúde e impactam jovens.

O comunicado, divulgado pela Senacon na quarta-feira (30), informa que a ação partiu do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), órgão da própria secretaria. Segundo o CNCP, um levantamento recente identificou 1.822 páginas e anúncios irregulares nas plataformas, sendo 1,6 mil somente no Instagram. YouTube (123 registros) e Mercado Livre (44) também aparecem entre os principais canais de disseminação do material vetado.

O governo notificou Instagram, YouTube, TikTok, Mercado Livre e Enjoei para removerem conteúdos sobre vapes, proibidos no Brasil desde 2009. O prazo é de 48 horas.
O governo notificou Instagram, YouTube, TikTok, Mercado Livre e Enjoei para removerem conteúdos sobre vapes, proibidos no Brasil desde 2009. O prazo é de 48 horas.

Além de excluir os conteúdos ilegais, as plataformas deverão aplicar mecanismos mais eficazes para coibir novas postagens similares. Caso não cumpram a determinação, poderão ser alvos de processo administrativo com possibilidade de aplicação de multas. As contas notificadas incluem perfis de vendedores e influenciadores que, juntos, reúnem quase 1,5 milhão de seguidores.

A decisão reforça a legislação sanitária vigente, já que a venda de cigarros eletrônicos no Brasil é proibida desde 2009 por resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em 2024, o órgão manteve a proibição, mesmo após revisões e audiências públicas sobre o tema. Ainda assim, o comércio desses dispositivos é facilmente acessado, tanto em lojas físicas quanto na internet.

Estudos de instituições de saúde apontam que o consumo de vapes representa alto risco para o desenvolvimento de câncer, doenças respiratórias e problemas cardíacos. Pneumologistas alertam também para o apelo desses produtos entre os jovens, tornando-os uma ameaça às políticas de controle do tabagismo construídas ao longo das últimas décadas.

A ofensiva do governo reflete uma tentativa de conter o avanço da publicidade irregular desses produtos, que muitas vezes exploram estéticas modernas e linguagem jovem para atrair o público. A presença massiva de anúncios em redes sociais contribui para a popularização dos cigarros eletrônicos, apesar de sua proibição.

Por fim, a Senacon destacou que a colaboração das plataformas será fundamental para garantir o cumprimento da norma e proteger os consumidores. A atuação preventiva contra a promoção de produtos ilegais depende do compromisso tecnológico e ético das empresas com as leis brasileiras.

Fonte: Agenciabrasil, G1, Cbn e Gov.

Alan Correa
Alan Correa
Sou jornalista desde 2014 (MTB: 0075964/SP), com foco em reportagens para jornais, blogs e sites de notícias. Escrevo com apuração rigorosa, clareza e compromisso com a informação. Apaixonado por tecnologia e carros.