Consumir cerveja “sem álcool” e dirigir pode gerar multa de R$ 2.934,70 e suspensão da CNH

Parece inofensivo, mas tomar cerveja “sem álcool” pode sair caro. No Brasil, esse tipo de bebida pode ter até 0,5% de álcool e ainda acusar no bafômetro. Se o teste detectar presença da substância, o motorista pode levar multa de R$ 2.934,70 e perder a habilitação por um ano. Só rótulos com “0,0%” garantem segurança. O Inmetro já alertou: mesmo pequenas quantidades podem comprometer quem dirige.
Publicado por Maria Eduarda Peres em Notícias dia 27/05/2025

No Brasil, muitos motoristas acreditam que consumir cerveja sem álcool é uma forma segura de aproveitar o sabor da bebida sem correr riscos legais ao dirigir. No entanto, essa percepção pode levar a penalidades severas se a escolha não for feita com atenção aos detalhes do rótulo.

Pontos Principais:

  • Cervejas “sem álcool” no Brasil podem conter até 0,5% de álcool.
  • Bafômetro pode acusar a presença da substância mesmo com teor baixo.
  • Lei Seca prevê multa de R$ 2.934,70 e suspensão da CNH por 1 ano.
  • A única opção segura é escolher bebidas com 0,0% de álcool no rótulo.
Mesmo com rótulo “sem álcool”, cervejas podem conter até 0,5% de teor alcoólico, o suficiente para ativar o bafômetro e gerar punições previstas na Lei Seca - reprodução / canva
Mesmo com rótulo “sem álcool”, cervejas podem conter até 0,5% de teor alcoólico, o suficiente para ativar o bafômetro e gerar punições previstas na Lei Seca – reprodução / canva

A legislação brasileira permite que produtos rotulados como “sem álcool” contenham até 0,5% de teor alcoólico, uma margem legal que pode causar surpresa no teste do bafômetro. Mesmo uma quantidade tão pequena pode ser suficiente para acusar a presença de álcool no organismo.

Isso se torna ainda mais problemático quando se considera a tolerância zero adotada pela Lei Seca. Qualquer detecção de álcool, por mínima que seja, enquadra o condutor em infração gravíssima. A multa é de R$ 2.934,70, com suspensão da carteira de habilitação por 12 meses.

Estudos conduzidos pelo Inmetro já mostraram que, embora a ingestão de até 700 ml de cervejas com 0,4% de álcool não tenha registrado álcool no bafômetro em testes realizados 15 e 30 minutos após o consumo, isso não garante segurança absoluta em todos os casos.

Fatores como metabolismo individual, tempo decorrido desde o consumo, e até o modelo do etilômetro podem influenciar o resultado do teste. Assim, mesmo com baixa concentração alcoólica, ainda existe o risco de ser penalizado.

O problema se intensifica quando consumidores confiam apenas no termo “sem álcool” e ignoram a ausência do selo “0,0%”. Esse é o único indicativo confiável de que o produto está totalmente livre de qualquer teor alcoólico.

O alerta não é apenas jurídico, mas também educativo. A fiscalização não diferencia entre intenção e resultado: se o aparelho registrar álcool, as penalidades serão aplicadas.

Mesmo a ingestão de uma lata ou garrafa pode ser suficiente para desencadear consequências legais. O consumidor, nesse contexto, precisa estar mais atento do que nunca às informações descritas no rótulo.

Além disso, o uso crescente de bebidas “sem álcool” por motoristas exige que campanhas de conscientização reforcem a importância da leitura crítica dos rótulos. Segurança no trânsito passa por escolhas informadas.

A recomendação é simples, mas crucial: ao optar por cerveja e dirigir em seguida, certifique-se de que o rótulo traga a indicação de 0,0% de álcool. É o único caminho garantido para evitar multas, suspensão da CNH e dores de cabeça na estrada.