Clara Moneke brilha em “Dona de Mim” como Leona, uma heroína real que ri da dor e desafia o destino

Antes de protagonizar “Dona de Mim”, Clara Moneke quase abandonou a carreira artística. Agora, dá vida a Leona, uma mulher brasileira que enfrenta perdas e se reinventa. A trama de Rosane Svartman traz personagens reais e debates urgentes sobre maternidade, desigualdade e superação, com um elenco que une nomes consagrados e novos talentos. Uma novela […]
Publicado por Maria Eduarda Peres em Entretenimento dia 29/04/2025

Antes de protagonizar “Dona de Mim”, Clara Moneke quase abandonou a carreira artística. Agora, dá vida a Leona, uma mulher brasileira que enfrenta perdas e se reinventa. A trama de Rosane Svartman traz personagens reais e debates urgentes sobre maternidade, desigualdade e superação, com um elenco que une nomes consagrados e novos talentos. Uma novela que fala com o presente e planta esperança para o futuro.

Pontos Principais:

  • Clara Moneke vive Leona, mulher que enfrenta luto e disfarces para sustentar a família.
  • A novela mistura drama, humor e crítica social com temas como maternidade e desigualdade.
  • Personagens negros ocupam o centro da trama em todas as faixas de novelas da Globo.
  • “Dona de Mim” apresenta um Brasil real, com diversidade, emoção e representatividade.
Leona é uma jovem batalhadora que enfrenta a dor de perder um bebê, abandonar os estudos e recomeçar a vida como babá de uma menina órfã - reprodução instagram / @claramoneke
Leona é uma jovem batalhadora que enfrenta a dor de perder um bebê, abandonar os estudos e recomeçar a vida como babá de uma menina órfã – reprodução instagram / @claramoneke

Clara Moneke mal acreditava quando chegou o convite: protagonizar a nova novela das sete da Globo. Depois de roubar a cena como Kate em “Vai na Fé”, ela retorna às telinhas como Leona, personagem central de “Dona de Mim”, folhetim assinado por Rosane Svartman. Mas o caminho até esse momento foi longo e improvável — tanto para a atriz quanto para sua personagem.

Filha de mãe brasileira e pai nigeriano, Clara cresceu em Campo Grande, zona oeste do Rio, longe do centro das oportunidades. Mesmo apaixonada por teatro desde a infância, ela considerou abandonar a arte. Formou-se em hotelaria e foi nesse ramo que a sorte virou: conheceu o rapper Marcelo D2, que a indicou para um teste na série “Amar é Para os Fortes”. E o resto, como se diz, é história.

Em “Dona de Mim”, Clara interpreta Leona — ou simplesmente Leo —, jovem batalhadora que mora com a avó e a irmã em São Cristóvão. Após uma perda gestacional devastadora e o fim do noivado com Marlon, ela busca novos rumos. Se passando pela irmã, consegue um trabalho como babá na mansão dos Boaz, onde cria laços inesperados com Sofia, uma menina órfã e carente.

A novela mergulha em temas densos: maternidade, desigualdade social, identidade, saúde mental e corrupção corporativa. O drama familiar se entrelaça com disputas de poder na fábrica de lingeries Boaz, chefiada por Abel (Tony Ramos) e marcada por conflitos entre herdeiros e aliados.

O texto de Rosane Svartman é habilidoso ao misturar leveza com profundidade. Leona é uma mulher que transforma a dor em força. Ela enfrenta os desafios da vida com humor e coragem, sem romantizar o sofrimento. É uma personagem real, que ri da própria tragédia e encontra formas de seguir em frente.

O elenco reforça a proposta de diversidade e talento. Nomes como Cláudia Abreu, Suely Franco, Juan Paiva, Rafa Vitti e Camila Pitanga se unem a revelações como Elis Cabral, que vive a pequena Sofia. A multiplicidade de núcleos — da periferia ao luxo — permite que a novela dialogue com diferentes realidades brasileiras.

Clara Moneke reconhece o peso simbólico de seu papel. Em entrevista, afirmou: “Não acreditava que isso seria possível. É uma vitória coletiva. Faço parte de uma história maior”. A atriz representa uma geração que ocupa espaços antes negados, com potência, preparo e consciência social.

A novela também se destaca por trazer protagonistas negros em todas as faixas horárias da Globo — um marco na dramaturgia da emissora. Leona sucede outras figuras fortes como Jéssica Ellen em “Volta por Cima”, reforçando que o futuro chegou — e ele é plural.

Com uma estreia marcada por emoção, carisma e crítica social, “Dona de Mim” é mais do que uma novela. É um retrato contemporâneo das batalhas silenciosas que tantas mulheres enfrentam diariamente. Clara Moneke não apenas protagoniza essa história: ela a representa, a transforma e inspira.

Fonte: Gshow, Estadao, Nsctotal e Uol.