A edição de 2025 da Copa do Mundo de Clubes da FIFA representa uma ruptura definitiva com os formatos anteriores. Com a inclusão de 32 equipes e a adoção do sistema de grupos seguido por mata-mata, o torneio foi redesenhado para espelhar o padrão utilizado nas Copas de seleções. Realizado nos Estados Unidos, entre os dias 15 de junho e 13 de julho, o campeonato é visto como um teste comercial e técnico para uma proposta de calendário global da entidade máxima do futebol.
Pontos Principais:

O Brasil é representado por quatro equipes que conquistaram espaço por meio de títulos continentais e rankings: Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo. Cada uma foi alocada em grupos distintos e desafiadores. O Palmeiras está no Grupo A com Porto, Al-Ahly e Inter Miami. Já o Botafogo integra o Grupo B ao lado de PSG, Atlético de Madrid e Seattle Sounders. O Flamengo enfrenta Chelsea, Espérance e León no Grupo D, enquanto o Fluminense encara Borussia Dortmund, Sundowns e Ulsan HD no Grupo F.
As partidas da fase de grupos acontecem até 26 de junho, com os dois melhores colocados de cada chave seguindo às oitavas de final. As fases seguintes serão eliminatórias, sem disputa de terceiro lugar. Em caso de empate, haverá prorrogação e pênaltis. O MetLife Stadium, em Nova Jersey, foi escolhido como sede da decisão, por sua infraestrutura e histórico de grandes eventos esportivos. A FIFA pretende avaliar esse modelo para aplicá-lo de forma fixa no ciclo quadrienal.
A logística nos Estados Unidos exigiu das equipes uma preparação específica. Clima quente, longas distâncias e gramados sintéticos são fatores que demandam adaptações rápidas. Os clubes brasileiros chegaram antes para amistosos e ambientação. O Palmeiras, por exemplo, protagonizou um duelo equilibrado contra o Porto e teve atuação decisiva de Flaco López em seu segundo jogo, marcando um dos gols da vitória sobre o Al-Ahly. Já o Botafogo encara desafios maiores contra adversários de orçamentos significativamente superiores.
O impacto do torneio transcende o campo. A exposição internacional é ampliada por transmissões abertas, streaming global e redes sociais. Isso se reflete no crescimento de seguidores, interesse comercial e merchandising. Flamengo e Palmeiras, que já têm presença internacional consolidada, lideram em engajamento digital. Fluminense e Botafogo apostam no torneio como vitrine para valorização de elenco e novas receitas. As premiações, consideravelmente maiores que nas versões anteriores, também atraem os olhos da CBF e da Conmebol.
Em campo, a Copa reúne estilos distintos. Clubes africanos como Al-Ahly e Sundowns apostam na força física, enquanto os europeus trazem elencos experientes e taticamente consolidados. Os sul-americanos, por sua vez, buscam equilíbrio entre criatividade técnica e intensidade. O Inter Miami, liderado por Messi, adiciona uma narrativa midiática à competição, servindo como ponte entre América Latina e o público norte-americano.
No horizonte da FIFA, a competição serve como ensaio de um projeto maior. Ao ampliar a presença em mercados como Ásia e América do Norte, a entidade pretende consolidar uma narrativa global de clubes, reduzindo a concentração de relevância entre UEFA e CONMEBOL. A criação de uma identidade própria para o torneio também passa por esse experimento nos EUA, com estádios cheios, audiência crescente e atenção da imprensa mundial voltada para os confrontos internacionais de maior apelo.
Fonte: Carro.Blog.Br e Ge.
