Carlo Ancelotti foi confirmado como novo técnico da Seleção Brasileira e inicia um novo capítulo na história do futebol nacional. O treinador italiano assinou contrato com a CBF após deixar o comando do Real Madrid, encerrando sua segunda passagem pelo clube espanhol com múltiplos títulos e números expressivos. Aos 65 anos, ele assume pela primeira vez uma seleção como treinador principal, em um movimento considerado estratégico pela entidade brasileira para retomar o protagonismo no cenário internacional.
Pontos Principais:
A oficialização do acerto ocorreu após a última rodada de LaLiga, marcada para o dia 25 de maio. A partir do dia 26, Ancelotti começará seus trabalhos à frente da equipe brasileira. Sua estreia está prevista para a próxima Data Fifa, quando o Brasil enfrentará Equador e Paraguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. A CBF reforçou que a convocação será feita em solo brasileiro e que o planejamento para os jogos já está em andamento junto à comissão técnica.

A escolha por Ancelotti encerra um ciclo de instabilidade no comando da seleção. Desde a saída de Dorival Júnior, em março, após a derrota por 4 a 1 para a Argentina, a equipe estava sem técnico. A CBF buscava um nome com histórico de conquistas, e o italiano foi considerado a melhor opção após o fim de sua trajetória no Real Madrid, clube que já indicava Xabi Alonso como sucessor.
A Confederação Brasileira de Futebol apresentou Ancelotti como técnico em um anúncio que destacou sua experiência internacional e currículo extenso. O presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, afirmou que a contratação simboliza uma nova fase de comprometimento com resultados esportivos e com a reformulação do futebol brasileiro em nível tático e técnico.
Os primeiros compromissos do técnico com a equipe brasileira acontecerão já no próximo mês. Ancelotti deve se reunir com os coordenadores Rodrigo Caetano e Juan para definir a lista de jogadores convocados para os próximos dois jogos das Eliminatórias. A seleção ocupa atualmente a quarta colocação, com 21 pontos, dez a menos que a líder Argentina.
A estreia do treinador também marcará a volta de um estrangeiro ao cargo depois de quase seis décadas. O último técnico de fora do Brasil havia sido Filpo Núñez, que dirigiu a equipe em um amistoso nos anos 60. A escolha por um profissional estrangeiro gerou debate, mas a CBF sustentou a decisão com base em planejamento técnico.
Carlo Ancelotti iniciou sua carreira como técnico em 1995, na Reggiana. Teve passagens por clubes como Parma, Juventus, Milan, Chelsea, PSG, Bayern de Munique, Napoli, Everton e Real Madrid. Foi no Milan onde viveu um de seus momentos mais marcantes, vencendo duas Champions League e revelando talentos como Kaká, que viria a ser eleito o melhor jogador do mundo.
No Real Madrid, conquistou a tão esperada “La Décima” em 2014, seu primeiro ano à frente do clube, repetindo o feito anos depois. Sua carreira é marcada por feitos inéditos, como ser o único treinador a conquistar as cinco principais ligas da Europa: Itália, Inglaterra, França, Alemanha e Espanha. Também é o maior campeão da Champions League, com cinco títulos.
Como jogador, Ancelotti também teve carreira expressiva, com passagens por Roma e Milan, além de ter sido bicampeão europeu. Encerrou a trajetória nos gramados em 1992, em um amistoso contra o Brasil, e pouco tempo depois já estava na comissão técnica da seleção italiana, onde participou do vice-campeonato na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.
A contratação de Ancelotti não foi um movimento repentino. A CBF monitorava o técnico há pelo menos dois anos, desde a saída de Tite. Em 2023, o nome do italiano já era tratado como prioridade, mas sua permanência no Real Madrid impediu um acerto. Fernando Diniz chegou a ser escolhido para o cargo de forma interina, dividindo funções com o Fluminense.
Com a queda de desempenho do Real Madrid na temporada e a eliminação da Champions League, o clube merengue decidiu não renovar com Ancelotti e iniciou conversas com Xabi Alonso para a sucessão. Nesse cenário, a CBF retomou contato com o treinador e conseguiu fechar o acordo, conduzido pelo empresário Diego Fernandes.
A demora no anúncio oficial se deu por exigências de calendário e respeito ao contrato vigente com o Real Madrid. Apenas após o encerramento da LaLiga foi possível oficializar a transição. A partir de então, Ancelotti ficará dedicado exclusivamente à Seleção Brasileira, sem vínculo com clubes.
A chegada de Ancelotti reacende expectativas em torno de um novo modelo de jogo e de uma postura mais estratégica da equipe brasileira em campo. A CBF aposta na experiência do técnico para recuperar a confiança dos torcedores e resgatar a competitividade da seleção nos torneios internacionais.
A próxima convocação servirá como indicativo de qual será a base do novo projeto. Com uma geração de jovens atletas já atuando na Europa, Ancelotti terá a missão de equilibrar experiência e renovação. O ciclo até a Copa de 2026 deve ser marcado por testes e ajustes, mas também por cobranças intensas da opinião pública e da imprensa.
O compromisso declarado pela CBF é de fornecer estrutura e apoio técnico completo para o trabalho do novo treinador. A escolha por um profissional com perfil de comando e histórico em vestiários complexos foi considerada um dos critérios essenciais para o sucesso da nova fase.
O nome de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira repercutiu de forma ampla fora do país. Em diversos veículos da imprensa europeia, o anúncio foi tratado como um movimento simbólico da CBF em busca de estabilidade e resultados. O treinador, conhecido por sua capacidade de adaptação a diferentes culturas esportivas, terá agora o desafio de conduzir uma equipe nacional com tradição e cobrança permanentes.
O novo ciclo da seleção inclui não apenas as Eliminatórias, mas também a preparação para a Copa América de 2026 e possíveis amistosos preparatórios. A comissão técnica deverá ser formada por profissionais indicados por Ancelotti, com eventuais nomes brasileiros integrando as funções de análise e acompanhamento tático.
Embora a língua e a cultura sejam diferentes, a CBF acredita que a comunicação com os jogadores não será um entrave. A maioria dos convocáveis atua em clubes europeus e já está familiarizada com metodologias semelhantes às que Ancelotti adota. O principal foco será a integração rápida entre atletas, comissão e estrutura da confederação.
Fonte: Carro.Blog.Br.
