Cauã Reymond vira piada e ganha destaque no especial de 60 anos da Globo após polêmicas

Mesmo cercado por polêmicas, Cauã Reymond foi destaque na festa de 60 anos da Globo. Ele entrou por uma porta lateral, evitou a imprensa, mas brilhou no palco ao lado de Ivete Sangalo, foi citado em piadas por Tatá Werneck e Porchat, e ainda apareceu em vídeo sendo chamado de “boy lixo” por Nazaré Tedesco. A emissora, ao que parece, transformou a crise em estratégia de engajamento e marketing interno.
Publicado por Maria Eduarda Peres em Entretenimento dia 30/04/2025

A TV Globo celebrou seus 60 anos com uma grande festa e um especial recheado de estrelas e performances icônicas. No entanto, um dos nomes que mais chamou atenção foi Cauã Reymond — não apenas por sua participação, mas pelas polêmicas recentes que o cercam. Mesmo acusado por colegas de elenco de ser um profissional difícil, o ator teve papel de destaque no evento, sinalizando uma movimentação estratégica da emissora.

Pontos Principais:

  • Cauã Reymond participou da festa de 60 anos da Globo mesmo envolvido em polêmicas.
  • O ator foi alvo de piadas no palco e foi chamado de “boy lixo” em vídeo com vilãs.
  • Evitou a imprensa entrando por uma porta lateral, com tratamento diferenciado.
  • A Globo transformou o escândalo em marketing, gerando engajamento nas redes.
Cauã evitou repórteres, virou piada e ainda brilhou. A Globo lucrou com o buzz. E a pergunta que fica é: isso foi estratégia ou um risco calculado - reprodução instagram / @cauareymond
Cauã evitou repórteres, virou piada e ainda brilhou. A Globo lucrou com o buzz. E a pergunta que fica é: isso foi estratégia ou um risco calculado – reprodução instagram / @cauareymond

O clima nos bastidores da novela Vale Tudo tem sido turbulento. A atriz Bella Campos o acusou de ser debochado, machista e displicente. Depois, surgiram relatos de desentendimentos também com o ator Humberto Carrão. Apesar disso, Cauã foi tratado com privilégios na festa: chegou por uma entrada lateral e não passou pelo tapete azul, o que evitou o contato direto com a imprensa.

Durante o show, o ator participou de um número musical ao lado de Ivete Sangalo, ao som de “Erva Venenosa”, e ainda apareceu em um vídeo com vilãs da teledramaturgia. Nesse trecho, foi chamado de “boy lixo” pela personagem Nazaré Tedesco — uma provocação com pitadas de humor ácido, que não passou despercebida pelo público.

Os humoristas Tatá Werneck, Fábio Porchat e Paulo Vieira também aproveitaram o espaço para alfinetar Cauã. Em tom de deboche, fizeram referências indiretas às polêmicas, em uma clara tentativa de transformar a crise de bastidores em pauta cômica e viral. A estratégia funcionou: o nome do ator dominou as redes sociais e gerou memes instantâneos.

A emissora parece ter adotado o lema “do limão, uma limonada”. Ao invés de esconder as controvérsias, preferiu incorporá-las ao espetáculo, convertendo os holofotes negativos em publicidade espontânea. O caso expõe como a Globo tem habilidade para transformar crise em narrativa midiática bem estruturada.

É importante observar que, enquanto as denúncias de mau comportamento ainda não tiveram desdobramentos oficiais, a emissora decidiu manter Cauã em posição de visibilidade. Isso pode ser interpretado como uma escolha consciente de valorização de nomes consolidados, mesmo sob críticas, para manter a audiência em alta.

Cauã também compartilhou registros da festa, como sua foto com Roberto Carlos, o que reforça o clima de celebração pública mesmo em meio à tempestade. Nas redes, suas publicações dividiram opiniões, mas tiveram alto engajamento — mais um indicativo de que, no universo do entretenimento, polêmica vende.

A estratégia da Globo levanta discussões sobre os limites entre marketing, exposição de imagem e gestão de crises. Em vez de emitir notas ou buscar silenciar a repercussão, a emissora optou por ironizar e diluir a tensão com entretenimento — uma prática comum, mas nem sempre ética.

Por fim, o caso exemplifica como a TV aberta brasileira ainda é capaz de gerar grandes eventos que reverberam culturalmente. A figura de Cauã, mesmo sob escrutínio, saiu da festa fortalecida em termos de imagem pública — pelo menos, no curto prazo.

Fonte: CNN, Terra, Veja e Revistaquem.