Aumento da dengue, Zika e chikungunya preocupa especialistas

Em resposta ao aumento alarmante de casos de dengue, Zika e chikungunya no Brasil, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de combate a essas três arboviroses. A campanha, intitulada "Brasil Unido Contra a Dengue, Zika e Chikungunya", visa alertar a população sobre os sinais, sintomas, prevenção e controle dessas doenças, que são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Publicado por Alan Correa em Brasil dia 4/05/2023

Em resposta ao aumento alarmante de casos de dengue, Zika e chikungunya no Brasil, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de combate a essas três arboviroses. A campanha, intitulada “Brasil Unido Contra a Dengue, Zika e Chikungunya”, visa alertar a população sobre os sinais, sintomas, prevenção e controle dessas doenças, que são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

A dengue foi reintroduzida no Brasil em 1986, e desde então o país tem sofrido com epidemias sucessivas com intervalos cada vez mais curtos entre os surtos. O chikungunya foi registrado pela primeira vez em 2014 e o Zika em 2015, e ambos continuam a ser uma ameaça endêmica ao longo dos anos.

A prevenção é a melhor arma contra a dengue. Faça a sua parte e elimine os criadouros do mosquito Aedes aegypti!
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A campanha é uma resposta urgente à situação atual e destaca a importância da prevenção como a melhor forma de combater essas doenças. A prevenção envolve a eliminação de criadouros do mosquito em casa e na comunidade, bem como a utilização de repelentes e outras medidas de proteção pessoal. A conscientização pública é fundamental para reduzir o número de casos e minimizar o impacto dessas doenças na saúde e na economia do país.

Além disso, a campanha enfatiza a necessidade de ação conjunta e colaboração entre governos, organizações e indivíduos para enfrentar essa ameaça à saúde pública. É importante que todos façam a sua parte para prevenir a propagação dessas doenças e manter suas comunidades seguras e saudáveis.

Não deixe a dengue te picar! Faça a sua parte e elimine os criadouros do mosquito Aedes aegypti.
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Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, houve um aumento de 30% no número de casos prováveis de dengue de janeiro a abril deste ano em comparação com o mesmo período de 2022. As ocorrências saltaram de 690,8 mil no ano passado para 899,5 mil neste ano, e foram confirmados 333 óbitos. Os estados com maior incidência são Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Acre e Rondônia.

“Fatores como a variação climática e aumento das chuvas no período em todo o país, o grande número de pessoas suscetíveis às doenças e a mudança na circulação de sorotipo do vírus são fatores que podem ter contribuído para esse crescimento”, destacou o ministério.

No que diz respeito ao chikungunya, de janeiro a abril deste ano foram notificados 86,9 mil casos da doença, com taxa de incidência de 40,7 casos por 100 mil habitantes. Isso representa um aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2022. Até o momento, foram confirmados 19 óbitos. As maiores incidências da doença foram registradas no Tocantins, em Minas Gerais, no Espírito Santo e em Mato Grosso do Sul.

Quanto ao Zika, os dados indicam que até o final de abril foram notificados 6,2 mil casos da doença, com taxa de incidência de três casos por 100 mil habitantes. O ministério informa que houve um aumento de 289% nos casos em comparação com o mesmo período de 2022, quando o país registrou 1,6 mil ocorrências de Zika. Até o momento, não foram registrados óbitos pela doença. Os estados com maior incidência são Acre, Roraima e Tocantins.

Sintomas

Os sintomas das arboviroses dengue, chikungunya e Zika são semelhantes e incluem febre abrupta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupções cutâneas e coceira, manchas vermelhas no corpo, náuseas, vômitos e dores abdominais.

O Ministério da Saúde orienta a população a buscar o serviço de saúde mais próximo assim que os primeiros sinais de qualquer uma das três doenças aparecerem.

“A prevenção é a melhor forma de combater a doença. Evitar acúmulo de inservíveis, não estocar pneus em áreas descobertas, não acumular água em lajes ou calhas, colocar areia nos vasos de planta e cobrir bem tonéis e caixas d’água, receber a visita do agente de saúde são algumas iniciativas básicas. Todo local de água parada deve ser eliminado, pois é lá que o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, coloca os seus ovos”, recomenda o ministério.

*Com informações da Agência Brasil.

Alan Correa
Alan Correa
Sou jornalista desde 2014 (MTB: 0075964/SP), com foco em reportagens para jornais, blogs e sites de notícias. Escrevo com apuração rigorosa, clareza e compromisso com a informação. Apaixonado por tecnologia e carros.