O Atlético-MG viveu uma tarde de contrastes na Arena MRV. Depois de sair na frente com um golaço de Gustavo Scarpa, o time se perdeu no segundo tempo diante da organização gremista e da instabilidade emocional que tomou conta do confronto.
O Grêmio, que chegou pressionado pela zona de rebaixamento, mostrou eficiência para virar o placar e ampliar nos acréscimos. O gol de Aravena, após assistência de André Henrique, expôs as fragilidades defensivas do Galo e consolidou o crescimento tricolor dentro de campo.
Carro.Blog.Br August 17, 2025
O lance decisivo nasceu em jogada de Riquelme, que encontrou André Henrique livre na área. O atacante, cara a cara com Everson, preferiu rolar para Aravena, que apenas completou para o gol vazio. A jogada simples refletiu a diferença de postura entre os times no segundo tempo.
Enquanto isso, o Atlético-MG se envolvia em discussões e perdia jogadores importantes. Expulsões em série, empurrões e a constante interferência do VAR deixaram a equipe mineira em desvantagem numérica e emocional, incapaz de reagir nos minutos finais.
A partida foi marcada por tensão desde o primeiro tempo, quando Edenílson e Balbuena aproveitaram falhas do sistema defensivo atleticano para colocar o Grêmio em vantagem. Mesmo com a pressão da torcida, o Galo não conseguiu se reorganizar para buscar o empate.
O protagonismo de Hulk foi insuficiente para mudar o panorama. Apesar de arriscar chutes fortes e comandar investidas, o atacante encontrou um Tiago Volpi seguro e uma defesa gremista bem posicionada, que soube administrar o resultado até o apito final.
O placar de 3 a 1 resume mais que um jogo: expõe a diferença de postura entre um Grêmio concentrado e um Atlético-MG nervoso, que terminou a noite sem capacidade de reação diante da disciplina tática do adversário.
