buscar

Argentina ultrapassou a marca dos 100% de inflação após 31 anos

Apesar do anúncio do presidente argentino de uma guerra contra a inflação há um ano, a Argentina apresenta um índice inflacionário de 102,5% nos últimos 12 meses, em contraste com a tendência dos países vizinhos. Este é o primeiro índice com três dígitos desde 1991, quando o país saía de uma hiperinflação.
Publicado em Mundo dia 23/03/2023 por Alan Corrêa

Apesar do anúncio do presidente argentino de uma guerra contra a inflação há um ano, a Argentina apresenta um índice inflacionário de 102,5% nos últimos 12 meses, em contraste com a tendência dos países vizinhos.

Este é o primeiro índice com três dígitos desde 1991, quando o país saía de uma hiperinflação.

A inflação na Argentina em um único mês é maior do que a inflação combinada de vários países da região durante o mesmo período.

Enquanto outros países da região estão apresentando uma tendência oposta, a Argentina ultrapassou a marca dos 100% de inflação.

Há um número crescente de economistas que preveem uma inflação superior a 110% para o ano de 2023.

O presidente argentino, Alberto Fernández, declarou há um ano que iniciaria uma “guerra contra a inflação”. Já o ministro da Economia, Sergio Massa, previu há sete meses uma inflação de 3% antes de abril.

Alberto Ángel Fernández é um político, advogado e professor argentino filiado ao Partido Justicialista, que assumiu o cargo de presidente da Argentina em 2019, após vencer a eleição no primeiro turno contra o então presidente Mauricio Macri, que buscava a reeleição.

No entanto, a realidade foi bem diferente do que foi previsto: o Instituto de Estatísticas e Censos da Argentina (INDEC) divulgou que a inflação de fevereiro foi de 6,6%, totalizando um acumulado de 102,5% nos últimos 12 meses.

Para encontrar um índice inflacionário semelhante ao atual na Argentina (102,5%), é preciso retroceder até setembro de 1991 (115%). No entanto, há uma diferença fundamental em relação àquela época: há 32 anos, a Argentina estava saindo de uma hiperinflação, enquanto agora a inflação está aumentando novamente.

O setor alimentício teve o maior aumento inflacionário (9,8%), o que afeta principalmente a população mais pobre. O índice de inflação de fevereiro foi de 6,6%, superando a previsão de 6,1% dos principais economistas do país, de acordo com a pesquisa mensal realizada pelo Banco Central argentino.

*Com informações do UOL, Casa Rosada, Globo, Wikipédia e Yahoo.