Anvisa retoma proibição da Colgate “Clean Mint” após relatos de feridas, dor e inflamações orais

Mesmo após recorrer, a Colgate retirou a contestação que suspendia a interdição da pasta “Clean Mint”, levando a Anvisa a retomar a proibição do produto em todo o país. A decisão foi motivada por inúmeros relatos de efeitos nocivos, como lesões, ardência, inchaço nos lábios e inflamações na gengiva. Consumidores relataram machucados, dores e dificuldade até para escovar os dentes. O Procon-SP também cobrou esclarecimentos da marca sobre a identificação dos lotes afetados.
Publicado por Alan Correa em Saúde dia 1/05/2025

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a proibir a comercialização da pasta de dente “Clean Mint”, fabricada pela Colgate. A decisão foi confirmada nesta quarta-feira (30), após a própria empresa retirar o recurso que suspendia temporariamente a interdição. A pasta já havia sido alvo de medida cautelar no final de março, devido a uma quantidade expressiva de denúncias sobre reações adversas.

Pontos Principais:

  • Anvisa retomou a proibição da pasta “Clean Mint”, da Colgate.
  • Consumidores relataram lesões bucais, dores e inflamações após o uso.
  • Empresa retirou recurso que suspendia a medida de interdição.
  • Procon-SP exigiu esclarecimentos sobre os lotes afetados.
  • Entre os sintomas estão ardência, aftas, inchaços e dor intensa.

O creme dental motivou dezenas de queixas de consumidores, que relataram sintomas dolorosos após o uso do produto. A Anvisa identificou eventos como ardência intensa na boca, formação de aftas, inflamações gengivais, lesões nos tecidos orais e inchaço nos lábios. Esses efeitos foram considerados graves a ponto de prejudicar a qualidade de vida dos usuários e gerar necessidade de atendimento médico.

A Anvisa retomou a proibição da pasta dental Clean Mint após a Colgate retirar o recurso que suspendia a medida. Relatos de reações graves motivaram a retomada da interdição.
A Anvisa retomou a proibição da pasta dental Clean Mint após a Colgate retirar o recurso que suspendia a medida. Relatos de reações graves motivaram a retomada da interdição.

Nas redes sociais, os relatos se multiplicaram. Muitos consumidores descreveram dificuldade em escovar os dentes após o uso, queimação contínua e desconfortos que persistiram mesmo com a suspensão do uso. Há quem tenha mencionado feridas profundas na língua e sangramentos, indicando um padrão recorrente entre os relatos. As manifestações foram consideradas consistentes e suficientes para justificar a retomada da medida.

A suspensão da venda faz parte de um conjunto de ações adotadas pela Anvisa quando há suspeita de risco sanitário. Além da proibição de comercialização, o produto pode ser alvo de apreensão, recolhimento, suspensão de distribuição, propaganda e uso. A agência também pode vetar o armazenamento e a manipulação, até que a segurança esteja comprovada.

A Colgate, até o momento, não se manifestou publicamente sobre o caso. A CNN informou que buscou a empresa para esclarecimentos, mas não obteve retorno. A ausência de posicionamento oficial reforça a exigência de respostas por parte dos órgãos de defesa do consumidor.

O Procon de São Paulo notificou a Colgate logo após a interdição anterior, exigindo que a marca apresentasse quais providências estavam sendo tomadas e como os consumidores poderiam identificar os lotes potencialmente afetados. A cobrança foi mantida após a retomada da proibição. O órgão paulista quer garantir que os consumidores não continuem expostos aos riscos relatados.

A interdição da “Clean Mint” reacende o debate sobre o controle de qualidade em produtos de higiene bucal e a importância de sistemas eficazes de monitoramento pós-venda. As reações adversas relatadas, embora de origem ainda não divulgada pela fabricante, evidenciam a gravidade do problema e a necessidade de respostas mais transparentes e rápidas por parte da indústria.

Fonte: Anvisa, Metropoles e CNN.

Alan Correa
Alan Correa
Sou jornalista desde 2014 (MTB: 0075964/SP), com foco em reportagens para jornais, blogs e sites de notícias. Escrevo com apuração rigorosa, clareza e compromisso com a informação. Apaixonado por tecnologia e carros.