Anvisa Proíbe Publicidade Enganosa de Suplementos Alimentares para Doenças Oculares

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou uma decisão significativa na segunda-feira (7), ao proibir a fabricação, distribuição, venda, promoção e uso de suplementos alimentares que alegavam ser capazes de tratar doenças oculares, como catarata, glaucoma e degeneração macular. Essa medida foi tomada após o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) alertar sobre os riscos associados à comercialização desses produtos com promessas de cura.
Publicado em Saúde dia 8/08/2023 por Alan Corrêa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou uma decisão significativa na segunda-feira (7), ao proibir a fabricação, distribuição, venda, promoção e uso de suplementos alimentares que alegavam ser capazes de tratar doenças oculares, como catarata, glaucoma e degeneração macular. Essa medida foi tomada após o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) alertar sobre os riscos associados à comercialização desses produtos com promessas de cura.

O CBO recebeu várias denúncias de seus membros sobre a venda de suplementos alimentares que afirmavam poder curar e tratar doenças oculares. Os anúncios desses produtos prometiam melhorias na visão de perto e de longe, correção de visão embaçada, redução da pressão ocular e tratamento da catarata, além de prevenção de problemas de visão.

Agência Reguladora Proíbe Suplementos Alimentares que Prometem Cura de Doenças Oculares
Agência Reguladora Proíbe Suplementos Alimentares que Prometem Cura de Doenças Oculares

Cristiano Caixeta Umbelino, presidente do CBO, enfatizou a importância da decisão da Anvisa, considerando-a uma vitória crucial para proteger a população de propagandas enganosas e dos potenciais riscos à saúde causados pela ineficácia desses produtos.

Alerta sobre Propagandas Enganosas

A Anvisa emitiu um comunicado enfatizando a preocupação com propagandas que promovem produtos com “promessas milagrosas”. Essas propagandas, frequentemente encontradas na internet e em outros meios de comunicação, prometem prevenir, tratar e até curar doenças, além de melhorar problemas estéticos. A agência destacou que muitos desses produtos são vendidos como suplementos alimentares, categorizados como alimentos ricos em nutrientes e substâncias bioativas, sem nenhuma comprovação de ação terapêutica ou estética.

A Anvisa ressaltou que nenhuma alegação desse tipo foi aprovada para suplementos alimentares e que a legislação sanitária proíbe explicitamente que alimentos façam afirmações relacionadas ao tratamento, cura ou prevenção de doenças. Portanto, qualquer propaganda de suplementos alimentares contendo tais alegações é considerada irregular.

Orientações para os Consumidores

A agência emitiu recomendações aos consumidores, aconselhando a evitar a compra e o uso de suplementos alimentares que prometam ação em situações como:

  • Emagrecimento;
  • Aumento da musculatura;
  • Redução de rugas, celulite, estrias, flacidez;
  • Melhoria das funções sexuais;
  • Aumento da fertilidade e alívio de sintomas pré-menstruais e menopausa;
  • Melhora da atenção e foco;
  • Doenças degenerativas como Alzheimer, demência e Parkinson;
  • Câncer;
  • Problemas relacionados à próstata e disfunção urinária;
  • Problemas de visão;
  • Doenças cardíacas, pressão alta, colesterol e triglicerídeos elevados;
  • Melhoria dos níveis de glicose sanguínea, diabetes e insulina;
  • Distúrbios gastrointestinais, como gastrite e má digestão;
  • Gripes, resfriados, covid-19 e pneumonia;
  • Labirintite, zumbido no ouvido (tinnitus);
  • Distúrbios do sono e insônia.

A decisão da Anvisa e as orientações do CBO visam proteger a saúde pública e combater a desinformação, garantindo que os consumidores tenham acesso a produtos seguros e confiáveis.

*Com informações da Agência Brasil.