Um elefante-marinho chamou a atenção de banhistas ao ser visto na Praia da Maranduba, em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, na tarde de quinta-feira (14). O animal estava deitado na areia próxima ao mar, aparentando descanso, e voltou a nadar pouco tempo depois. A cena, incomum para a região, foi registrada em vídeo por visitantes e rapidamente se espalhou.
O Instituto Argonauta, organização especializada no resgate e reabilitação de animais marinhos, foi acionado, mas informou que, ao chegar ao local, o animal já havia retornado espontaneamente ao oceano. A entidade destacou que registros desse tipo são raros no Brasil, embora não impossíveis, e geralmente acontecem quando animais jovens percorrem grandes distâncias.
Segundo os especialistas, o elefante-marinho-do-sul é o maior pinípede do mundo, podendo atingir mais de quatro metros de comprimento e até quatro toneladas de peso no caso dos machos adultos. Esses animais vivem principalmente em ilhas subantárticas e costumam se reproduzir em áreas específicas da Patagônia Argentina e Chilena, longe do litoral brasileiro.
As aparições ocasionais estão associadas a momentos de descanso, troca de pelagem ou recuperação de energia, fases em que o animal precisa passar longos períodos fora da água. Apesar de virem de ambientes frios, indivíduos mais jovens podem realizar deslocamentos prolongados e alcançar praias do Sudeste, como ocorreu em Ubatuba.
A experiência também foi marcante para quem estava na praia. Rafaela Mattos, que gravou o vídeo, relatou que o encontro foi surpreendente e inesquecível. Ela afirmou que todos os presentes se aproximaram para observar, embora em número reduzido de pessoas, já que a praia não estava cheia no momento do ocorrido.
Diante dessas situações, o Instituto Argonauta recomenda que banhistas mantenham distância, evitem aglomerações e jamais tentem tocar ou interagir com o animal. O contato pode causar estresse, comprometer a saúde do elefante-marinho e ainda oferecer riscos aos humanos.
No Litoral Norte de São Paulo, em caso de novos avistamentos, a orientação é acionar imediatamente o Instituto Argonauta pelo telefone 0800 642 3341, informando a localização e as condições do animal. A colaboração dos visitantes é fundamental para garantir o bem-estar dessas espécies e a segurança de todos.
Fonte: G1.
