Ancelotti recusa Seleção após pressão do Real e oferta bilionária da Arábia; CBF aposta em Jorge Jesus

A novela Ancelotti e CBF chegou ao fim com mais um “não” do italiano. Pressionado por Florentino Pérez e seduzido por uma proposta astronômica da Arábia Saudita, o técnico optou por permanecer no Real Madrid até o fim do contrato. A CBF, que já sofreu desgaste público com a negociação, volta-se agora a Jorge Jesus, ex-Al Hilal, como principal nome para assumir a Seleção antes da Data Fifa de junho.
Publicado por Maria Eduarda Peres em Esportes dia 30/04/2025

O sonho de ver Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira foi, mais uma vez, enterrado. Após dois anos de idas e vindas, negociações veladas e promessas públicas, a CBF esbarrou em dois obstáculos intransponíveis: Florentino Pérez e a Arábia Saudita.

Pontos Principais:

  • Ancelotti recusou oficialmente treinar a Seleção Brasileira.
  • Florentino Pérez endureceu negociações e vetou saída amigável.
  • Clubes da Arábia Saudita ofereceram até R$ 225 milhões/ano ao técnico.
  • CBF volta a focar em Jorge Jesus, que está livre no mercado.
  • Treinador português pode ser anunciado antes da Data Fifa de junho.
O sonho de ter Carlo Ancelotti na Seleção virou novela. E mais uma vez, terminou com um "não" do técnico italiano para a CBF - reprodução instagram / @mrancelotti
O sonho de ter Carlo Ancelotti na Seleção virou novela. E mais uma vez, terminou com um “não” do técnico italiano para a CBF – reprodução instagram / @mrancelotti

O presidente do Real Madrid, incomodado com a exposição midiática do caso, se recusou a liberar Ancelotti sem que o treinador abrisse mão de cerca de €25 milhões em salários pendentes. O italiano, por sua vez, manteve-se firme em seus direitos contratuais e evitou qualquer atitude que pudesse comprometer sua imagem no clube.

A pressão aumentou após veículos espanhóis confirmarem a presença de intermediários brasileiros no Santiago Bernabéu. O episódio culminou com a irritação de Florentino e o esfriamento definitivo das tratativas com a CBF. Mesmo com a derrota recente na Copa do Rei e uma campanha abaixo do esperado em La Liga, o clube optou por não facilitar a saída do técnico antes do Mundial de Clubes.

Em paralelo, a movimentação do mercado árabe também impactou diretamente. Al Hilal e Al Ahli ofereceram cifras na casa dos 50 milhões de euros por temporada — valor três vezes maior do que a CBF estava disposta a pagar. O assédio financeiro somado à dificuldade de romper com o Real selou a recusa definitiva de Ancelotti.

A CBF, agora pressionada pelo calendário das Eliminatórias, precisa agir rápido. Com jogos contra Equador e Paraguai marcados para junho, o presidente Ednaldo Rodrigues convocou uma última reunião com os representantes de Ancelotti, tratando o encontro como um ultimato — que, na prática, fracassou.

A partir desse ponto, Jorge Jesus, que já era o plano B da confederação, voltou à cena com força. Livre no mercado após eliminação com o Al Hilal, o treinador português demonstrou interesse imediato e deve ser anunciado nos próximos dias.

Jesus, que tem apoio de parte da torcida e já conhece o ambiente do futebol brasileiro, agrada à CBF por sua prontidão e histórico de conquistas. A entidade pretende evitar uma nova novela, optando por uma solução rápida e pragmática.

A decisão também reflete o desejo de reestabelecer a confiança com torcedores e dirigentes, após duas frustrações consecutivas com o mesmo nome. A Seleção, que vive fase instável, precisa de um comandante definido para iniciar o novo ciclo rumo à Copa de 2026.

Enquanto Ancelotti segue sua trajetória europeia, a CBF muda de rota mais uma vez. O que era um plano ideal agora cede espaço à urgência, e Jorge Jesus pode ser o nome que reequilibrará a caminhada da Seleção nas Eliminatórias.

Fonte: Uol, Ge, Gauchazh e Espn.