Acidente de parapente expõe cenário oculto por trás de voos turísticos no Rio de Janeiro

Homem e mulher morreram na queda de parapente no Parque da Cidade, em Niterói. Ele havia feito o mesmo salto cinco dias antes. Atividades foram suspensas e autoridades reforçaram fiscalização.
Publicado por Alan Correa em Notícias dia 9/08/2025

O acidente que vitimou Luan Calor Cannelas Gomes da Silva e Vanessa do Nascimento Alves no Parque da Cidade, em Niterói, trouxe à tona preocupações sobre a segurança de voos de parapente na região. O episódio ocorreu na última sexta-feira (8), quando o parapente caiu logo após a decolagem, resultando na morte imediata de ambos. O casal deixa uma filha de três anos.

Pontos Principais:

  • Homem e mulher morreram em queda de parapente no Parque da Cidade, em Niterói.
  • Vítima havia feito salto no mesmo local cinco dias antes da tragédia.
  • Atividades nas rampas de voo foram suspensas pela Secretaria de Ordem Pública.
  • Autoridades reforçam necessidade de contratação de pilotos credenciados.

Cinco dias antes da tragédia, Luan havia saltado no mesmo local, registrando o momento nas redes sociais. Nas imagens, aparecia acompanhado de pelo menos outras duas pessoas, promovendo a atividade como piloto de parapente. O cenário agora contrasta com a divulgação anterior, marcada por imagens de lazer e turismo.

Luan havia feito salto no Parque da Cidade dias antes da tragédia, divulgando imagens nas redes. O acidente fatal reacendeu o debate sobre a segurança nos voos turísticos na região.
Luan havia feito salto no Parque da Cidade dias antes da tragédia, divulgando imagens nas redes. O acidente fatal reacendeu o debate sobre a segurança nos voos turísticos na região.

Com o acidente, a Secretaria de Ordem Pública de Niterói determinou a suspensão imediata das operações nas rampas de voo do Parque da Cidade. Equipes da Guarda Municipal Ambiental e da própria secretaria interditaram as pistas, instalando placas que orientam sobre a contratação de pilotos credenciados.

O caso também reacendeu discussões sobre a fiscalização da atividade. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Aeronáutica são os órgãos responsáveis pela regulação do voo livre no país. No entanto, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Niterói afirma que, desde o início do ano, solicita apoio para coibir práticas irregulares no local e em outras pistas do município.

Relatos de instrutores apontam para a presença de pessoas sem habilitação, uso de equipamentos em más condições e até ameaças contra quem denuncia irregularidades. Esses depoimentos indicam que a tragédia pode estar inserida em um contexto de negligência e ausência de controle efetivo.

Durante as operações de resgate, bombeiros receberam apoio de helicópteros, enquanto curiosos registravam imagens do esforço para localizar as vítimas. A cena, captada de diferentes ângulos, rapidamente se espalhou pelas redes sociais e levantou novos debates sobre a exposição e a exploração de acidentes desse tipo.

O Parque da Cidade, localizado em Niterói, é conhecido por oferecer uma das vistas mais procuradas do litoral fluminense, atraindo praticantes de esportes radicais e turistas. Agora, o cenário de cartão-postal convive com um clima de luto e questionamentos sobre a segurança das atividades que ali ocorrem.

Fonte: G1.

Alan Correa
Alan Correa
Sou jornalista desde 2014 (MTB: 0075964/SP), com foco em reportagens para jornais, blogs e sites de notícias. Escrevo com apuração rigorosa, clareza e compromisso com a informação. Apaixonado por tecnologia e carros.