O acidente que vitimou Luan Calor Cannelas Gomes da Silva e Vanessa do Nascimento Alves no Parque da Cidade, em Niterói, trouxe à tona preocupações sobre a segurança de voos de parapente na região. O episódio ocorreu na última sexta-feira (8), quando o parapente caiu logo após a decolagem, resultando na morte imediata de ambos. O casal deixa uma filha de três anos.
Cinco dias antes da tragédia, Luan havia saltado no mesmo local, registrando o momento nas redes sociais. Nas imagens, aparecia acompanhado de pelo menos outras duas pessoas, promovendo a atividade como piloto de parapente. O cenário agora contrasta com a divulgação anterior, marcada por imagens de lazer e turismo.

Com o acidente, a Secretaria de Ordem Pública de Niterói determinou a suspensão imediata das operações nas rampas de voo do Parque da Cidade. Equipes da Guarda Municipal Ambiental e da própria secretaria interditaram as pistas, instalando placas que orientam sobre a contratação de pilotos credenciados.
O caso também reacendeu discussões sobre a fiscalização da atividade. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Aeronáutica são os órgãos responsáveis pela regulação do voo livre no país. No entanto, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Niterói afirma que, desde o início do ano, solicita apoio para coibir práticas irregulares no local e em outras pistas do município.
Relatos de instrutores apontam para a presença de pessoas sem habilitação, uso de equipamentos em más condições e até ameaças contra quem denuncia irregularidades. Esses depoimentos indicam que a tragédia pode estar inserida em um contexto de negligência e ausência de controle efetivo.
Durante as operações de resgate, bombeiros receberam apoio de helicópteros, enquanto curiosos registravam imagens do esforço para localizar as vítimas. A cena, captada de diferentes ângulos, rapidamente se espalhou pelas redes sociais e levantou novos debates sobre a exposição e a exploração de acidentes desse tipo.
O Parque da Cidade, localizado em Niterói, é conhecido por oferecer uma das vistas mais procuradas do litoral fluminense, atraindo praticantes de esportes radicais e turistas. Agora, o cenário de cartão-postal convive com um clima de luto e questionamentos sobre a segurança das atividades que ali ocorrem.
Fonte: G1.
