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Redes sociais ajudam nas pautas do jornalismo moderno
Redes sociais ajudam nas pautas do jornalismo moderno

Redes sociais ajudam nas pautas do jornalismo moderno

Jornalismo moderno é cada vez mais pautado pelos usuários das redes sociais. Tendência de interação entre comunicadores empresariais e jornalísticos já é uma necessidade, explica a comunicadora Moema Zuccherelli.

O Jornalismo moderno não perdoa os atrasados. Mais do que nunca, a vitória cabe ao veículo que puder dar o furo de notícia primeiro. A qualidade do texto ou seu autor ficam em segundo plano, dando lugar ao caráter instantâneo e a possibilidade de estabelecer um diálogo dinâmico com as partes envolvidas em determinada notícia. Nesse contexto, o público se torna o verdadeiro “pauteiro” das redações e as mídias sociais são o seu microfone. Exemplo emblemático dos últimos anos, a morte do cantor Michael Jackson não foi um furo de notícia de nenhum grande veículo como a CNN ou a BBC. Coube ao TMZ – à época um site ainda pouco relevante – oficializar a morte do rei do pop. O ano era 2009, e cinco anos depois muita coisa mudou. “Hoje, quem quer informação em tempo procura pelas hashtags no Twitter”, diz Moema Zuccherelli, sócia-proprietária da Agência Lide Multimídia, de Curitiba, que baseia o seu trabalho na convergência de mídias em comunicação empresarial. “Apesar do Facebook ser a rede social mais popular, o Twitter ainda é o preferido dos jornalistas pela velocidade e a possibilidade de estabelecer diálogo com a audiência em tempo real.” Segundo a comunicadora, a interação nas redes permite ao jornalista transformar o cidadão comum em um emissor de notícias. “Exemplos tradicionais disso hoje em dia são as rádios de trânsito, que estimulam seus ouvintes a mandarem tuites ou mensagens via WhatsApp para detalhar a situação em avenidas e rodovias”, explica Moema. “Em um contexto como esse, a fonte da notícia passar a ser diretamente envolvida com o assunto na hora em que ele está acontecendo. A mensagem direta e crua passa a ser o ponto-chave deste estilo de jornalismo, com a qualidade da informação ficando em segundo plano. No caso do Twitter, por exemplo, cada tuite é limitado a 140 caracteres. Isso representa a desconstrução do jornalismo como conhecíamos anteriormente – a notícia elaborada, com diversas fontes e detalhes dos acontecimentos – para algo cuja qualidade ainda é questionável por diversos profissionais do ramo.” [caption id="attachment_62" align="alignnone" width="800"] Usuários fornecerem informações a veículos através das redes sociais já se tornou uma prática comum (reprodução)[/caption] No entanto, um dos grandes problemas desse novo estilo de se produzir notícias é a fragmentação da informação. Na internet, se perde a noção da importância das manchetes: em um grande portal a manchete pode ser o fato mais recente do dia – uma celebridade que se expôs na internet – e uma notícia do início da manhã está em segundo plano – um avião com 300 passageiros que caiu no Oceano Atlântico. “As tendências a serem observadas em contextos como esse é que hoje o público online é muito maior do que o impresso – e, consequentemente, a publicidade que sustenta o jornalismo também já está migrando para estas plataformas”, observa Moema. “A meu ver, é improvável que o jornalismo impresso seja extinto como acreditam alguns pessimistas. Mas no futuro será primordial rever o modelo de negócios e rentabilidade destas plataformas.”**** Hoje, o Twitter abriga pessoas que podem ser consideradas formadoras de opinião, tendo em vista sua colaboração no desenvolvimento de conteúdo jornalístico. Na área de comunicação empresarial, é importante prestar atenção a isso. Uma das maiores tendências para os próximos anos é a inclusão de anúncios publicitários nas redes sociais, forma de merchandising que despontou de vez em 2014 e promete ser trabalhada ainda mais a fundo, com a utilização de informações privadas para vender produtos para um tipo específico de consumidor online. “Cada vez mais, empresas que não atentarem às mídias sociais como uma ferramenta de comunicação corporativa irão ficar para trás”, prevê Moema Zuccherelli. “Outra observação é a necessidade constante de acompanhar dados dos analytics, responsáveis pela contagem de acessos nas redes sociais e sites. Só assim é possível ter noção das respostas do público às campanhas e conteúdos trabalhados mensalmente.” [caption id="attachment_63" align="alignnone" width="800"] Marketing online pelas redes sociais foi muito utilizado durante a Copa do Mundo (reprodução)[/caption] De acordo com a publicação norte-americana AdAge, a propaganda de internet móvel terá um crescimento vertiginoso em 2014, constituindo 50% da renda do Facebook. O mesmo deve acontecer com o Twitter, com “tuites-propaganda” intercalando o feed de notícias pessoal de cada usuário. A previsão é que o investimento nesse tipo de publicidade chegue a US$ 11,8 bilhões apenas nos Estados Unidos. Foto do topo: Anna Creech (CC BY-NC-SA 2.0)